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La Vie en Chérie

Para os apaixonados por moda, cinema, livros e por uma vida doce e divertida

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Séries da minha vida #34 - The Man in the High Castle

E se a tentativa de assassinato de Franklin Roosevelt, em 1933, tivesse sido bem sucedida?

E se os países do Eixo (Alemanha, Japão e Itália) tivessem ganho a guerra?

Quão diferente seria o mundo nos dias de hoje?

 

São precisamente essas questões que The Man In The High Castle coloca na mente do espectador. Adaptado do romance homónimo de Philip K. Dick e, apesar de já ter sofrido várias tentativas de adaptação à televisão, foi pelas mãos de Ridley Scott e Frank Spotnitz que teve a sua estreia oficial em Janeiro de 2015, no canal Amazon. Nessa data apenas foi libertado o primeiro episódio, deixando os espectadores numa enorme curiosidade que duraria até meados de Novembro, quando os restantes nove episódios da temporada foram libertados. Quanto ao estado actual permanece incógnito, uma vez que, nem os produtores, nem a emissora revelaram detalhes acerca de uma possível segunda temporada. No entanto, a Amazon apostou fortemente na campanha publicitária desta série, sendo mesmo alvo de grande controvérsia, pelo que, tudo leva a crer que existirá uma continuação nesta história.

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A acção passa-se em 1962, quinze anos após o final da Segunda Guerra Mundial, porém, num mundo em que as potências do Eixo ganharam a mesma. A dizimação foi total. Em África houve uma escravização total do continente. Os Estados Unidos da América foram divididos em três zonas: O Grande Reich Nazi, os Estados Pacíficos Japoneses e a Zona Neutra, que separa os dois primeiros. 

Juliana Crain (Alexa Davalos) vive em San Francisco, nos Estados Pacíficos Japoneses, onde frequenta aulas de aikido e aprende os costumes do povo soberano. Tudo muda quando Juliana encontra a sua meia-irmã, Trudy Walker, que lhe entrega um saco, sendo de seguida executada pela Kempeitai, a polícia secreta Japonesa. Juliana, horrorizada, foge. Já em casa, verifica o conteúdo do saco, um filme e um bilhete de autocarro. Ao assistir ao filme com o seu namorado, Frank Frink (Rupert Evans), a protagonista percebe que se tratam de imagens de uma realidade em que os Aliados ganharam a guerra.

Com o desejo de obter respostas, Juliana decide ocupar o lugar da sua irmã. Apanha o autocarro, com o bilhete de Trudy, até Canon City, na zona neutra, onde deverá encontrar um agente da resistência a quem deverá entregar o filme. No entanto, com o desaparecimento de Jules, Frank é preso pela Kempeitai, sendo torturado por informações.

Entretanto, em Nova Iorque, Joe Blake (Luke Kleintank) alista-se na resistência e é encarregue da sua primeira missão, transportar um camião cheio de cafeteiras até Canon City, onde se encontrará com outro membro da resistência. Contudo, nem tudo é o que parece ser e, Joe é um agente nazi, que responde directamente ao Obergruppenführeer John Smith (Rufus Sewell).  

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No meio desta trama que se torna cada vez mais densa ao longo dos dez episódios, assistimos ainda ao aumento da incapacidade de Hitler e ao aumento da tensão entre as duas potências hegemónicas. Neste panorama, os filmes são objectos da máxima importância para todos os envolvidos, podendo por em risco o futuro do Reich e do Império Japonês.

Apesar de toda esta distopia face à realidade que nós conhecemos, a série tem uma trama muito boa, criando bons momentos de tensão, sobretudo entre o triângulo amoroso Frank-Juliana-Joe. Existem também bons momentos de suspense, principalmente no final de cada episódio, deixando-nos com vontade de ver o seguinte (foi assim que vi a série em dois dias, ahah!). Quanto às interpretações, nenhuma é digna de louvor, estando todas no nível mediano. Já a realização tem o seu mérito aqui reconhecido, não deixando nenhum pormenor ao acaso, fazendo a ponte perfeita entre o mundo em que os Aliados ganharam e o da série.

Este é o tipo de série que nos deixa a questionar “e se?”. Coloca na nossa mente as questões que dão ínicio a este post. Não é de todo o meu género favorito, pois sci-fi e realidades alternativas deixam-me sempre um pouco de pé atrás. No entanto, devido ao drama e suspense que a série revelou atribuo uma classificação de:

 

Classificação: 7/10