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La Vie en Chérie

Para os apaixonados por moda, cinema, livros e por uma vida doce e divertida

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Livraria Chérie #2 Capitães da Areia

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É no longínquo ano de 1937 que o talentoso escritor brasileiro Jorge Amado escreveCapitães da Areia"A obra foi na altura apreendida e queimada na praça pública, na medida em que alegadamente era "nociva para a sociedade". Anos mais tarde volta às livrarias e aguça o gosto de muitos leitores. 

Procura retratar a vida de um grupo de adolescentes e crianças abandonados, que viviam da alegria e da tristeza das ruas, dormindo num barracão abandonado a que chamavam Trapiche.

A acção reporta-se a São Salvador da Baía na década de 1930, revelando o clima festivo que se vivia na cidade mas também as lutas e divergências entre classes sociais.

As personagens principais têm nomes que captam desde logo a atenção do leitor: João Grande, Pirulito, Professor, Pedro Bala, Gato, Volta-Seca e Sem-Pernas. Estas são alegres, atrevidas e cheias de energia, ao mesmo tempo que se mostram carentes, maldosas e por vezes até agressivas e egoístas. É este misto que nos faz envolver e conectar com eles, é isso que nos faz ser também um Capitão da Areia, que dorme no Trapiche, e observa as estrelas antes de dormir. 

O livro encontra-se dividido engenhosamente em três partes, procurando demonstrar a evolução de carácter que as personagens têm ao longo da história e o desfecho dos seus sonhos e aspirações. 

Leva-nos a pensar como será viver na rua, conviver com pessoas tão diferentes de nós, mas ao mesmo tempo tão semelhantes. São abordados temas problemáticos na juventude como o alcoolismo, as relações sexuais, homossexualidade, religião, prostituição, entre outros. 

A escrita é clara e faz-nos sempre querer ler com sotaque, não sei, penso que torna a história mais real, talvez. 

 

Classificação:  

 

P.S - No futuro procurarei ler "Tieta do Agreste" e "Dona Flor e Seus Dois Maridos", do mesmo autor. Alguma chérie já leu? Opiniões? 

Neste Dia... 2 de Novembro

Em 1755 nasceu em Viena Marie Antoinette, arquiduquesa da Áustria e rainha consorte de França e Navarra. Casada aos 14 anos com o futuro rei Luís XVI e rainha aos 18 anos em 1774, era detestada pela corte e pelo povo. Tornou-se uma das rainhas mais famosas devido às suas extravagâncias em festas, vestidos, penteados e jóias, ao misterioso caso do colar, e ao seu trágico fim: durante a revolução francesa acabou por ser decapitada na guilhotina em 1793 aos 37 anos de idade.

Hoje em dia é uma figura histórica e cultural sobre a qual já foram escritas canções, livros e filmes. Um dos mais conhecidos é o Marie Antoinette de 2006 escrito e realizado por Sofia Coppola com Kirsten Dunst no papel de rainha, tendo recebido o Óscar de Melhor Guarda-Roupa.

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Chérie, hoje apetecia-me ver... "Midnight in Paris"

Paris, a cidade do amor, da luz, da arte, da boémia exerce uma atracção inexplicável em muitos de nós, mesmo para aqueles que, como eu, nunca estiveram lá. Continuando a sua recente tradição de filmar na Europa, Woody Allen decidiu-se pela cidade mágica de Paris e realizou em 2011 uma verdadeira obra prima.

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Gil Pender (Owen Wilson) é um argumentista de filmes de Hollywood que ambiciona mais no mundo da escrita, e que se dedica a finalizar o seu primeiro romance. Ele e a sua noiva Inez (Rachel McAdams) vão de férias com os pais dela para Paris, cidade que sempre fascinou Gil. Enquanto que os seus companheiros de viagem preferem visitar lojas e os monumentos típicos para turistas, Gil anseia por conhecer a cidade para a qual gostaria de se mudar um dia. Numa noite em que se perde pelas ruas, Gil embarca na aventura da sua vida e descobre que Paris à meia noite é... mágica! De um momento para o outro encontra-se entre a elite artística e cultural que habitava Paris nos anos 20. O sonho da sua vida torna-se, todas as noites, real.

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Tal como a cidade, este é um filme mágico. Woody Allen conduz-nos ao longo de 1h30m não só por Paris, mas acima de tudo pela atmosfera criativa que se vivia nos anos 20, e pelos sonhos e aspirações de Gil. Para qualquer pessoa que admire a época, este filme é uma pérola com tantas referências e nomes sonantes, como Fitzgerald, Hemingway, Picasso ou Dalí, entre muitos, muitos outros. Como é hábito nos filmes de Allen, Midnight in Paris tem um tom bem humorado proporcionando gargalhadas, e com alguma pertinente crítica social e reflexões sobre a vida e os sonhos.

A história é soberba e extremamente original, sendo por isso mais que merecido o Óscar para Melhor Argumento Original que recebeu em 2012, além das nomeações a Melhor Filme, Melhor Realizador e Melhor Direcção de Arte. A fotografia é perfeita, assim como a banda sonora. Owen Wilson oferece uma performance bastante boa num filme que sai do seu registo habitual, e que lhe oferece muito por explorar. Tem um elenco recheado de estrelas como Marion Cotillard, Tom Hiddleston, Adrien Brody, Kathy Bates, Michael Sheen, Léa Seydoux, Carla Bruni, etc.

Classificação: 10/10

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Neste Dia... 1 de Novembro

Em 1957 nasceu o compositor e cantor português Carlos Paião, em Coimbra. Licenciou-se em Medicina, mas foi para a música que viveu. Em 1981 venceu o Festival RTP da Canção com a aclamada canção Play Back, a qual ficou em penúltimo lugar no Festival Eurovisão da Canção. Prolífico compositor, produziu mais de 300 canções, tendo inclusive composto para Herman José e Amália Rodrigues.

Faleceu aos 30 anos em 1988 vítima de um acidente de automóvel, mas a sua obra tornou-o imortal e um cantor acarinhado até hoje. 

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