Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

La Vie en Chérie

Para os apaixonados por moda, cinema, livros e por uma vida doce e divertida

La Vie en Chérie

Para os apaixonados por moda, cinema, livros e por uma vida doce e divertida

Neste Dia... 10 de Setembro

Happy Birthday Mr. Darcy! Oh, perdão!, Happy Birthday Mr. Firth, Colin Firth!

 

O aniversariante de hoje é verdadeiro british gentleman, nascido em 1960, e que conta a partir de hoje com 55 primaveras! É um dos mais famosos, populares e queridos actores ingleses, com uma carreira variada e premiada, e que se iniciou nos anos 80, primeiro no teatro, e depois no cinema.

Depois de ter participado em vários filmes e séries, deu vida ao icónico Fitzwilliam Darcy na mini-série britânica Pride and Prejudice, em 1995, e pela qual recebeu a sua segunda nomeação nos BAFTAs. Ainda nos anos 90 entrou em dois filmes granjeados com o Óscar de Melhor Filme, primeiro The English Patient (1996) e depois Shakespeare in Love (1998). Em 2001 entrava na comédia romântica Bridget Jones's Diary, no papel se Mark Darcy, que voltaria a repetir na sequela de 2004. Outros dos seus trabalhos mais conhecidos foram Love Actually (2003), Girl with a Pearl Earring (2003), Nanny McPhee (2005), Mamma Mia! (2008) ou Dorian Gray (2009).

Colin Firth.jpg

Recebeu a sua primeira nomeação ao Óscar de Melhor Actor pelo filme A Single Man (2009), vencendo no ano seguinte pelo filme The King's Speech. Desde então entrou em Tinker Tailor Soldier Spy (2011), Magic in the Moonlight (2014), ou Kingsman: The Secret Service (2015). Casado desde 1997 com Livia Firth, com quem tem dois filhos, é ainda pai de um rapaz, fruto da sua relação com a também actriz Meg Tilly.

E vocês, também são fãs deste actor? Morrem de amores pelo seu Mr. Darcy? 

Livraria Chérie #14 - O Estilete Assassino

Ken Follett volta novamente a ser o protagonista desta rubrica, desta vez com O Estilete Assassino, no original The Eye of the Needle. 

transferir.jpg

O livro procura contar três histórias que decorrem em paralelo, numa teia de acontecimentos que as fará cruzar. Tendo com pano de fundo a Segunda Guerra Mundial, encontramo-nos em 1944, a pouco tempo do Dia D – o desembarque na Normandia.

Ao longo dos capítulos iniciais conhecemos um agente secreto de Hitler, cujo nome de código, Agulha (The Needle, no original), é justificado graças à arma que usa nos seus assassinatos implacáveis. Este agente frio e calculista é encarregue de descobrir quais os recursos de que dispõem os Aliados. No entanto, desvenda que tudo não passa de uma manobra de diversão para enganar o inimigo. Rápido compreende que tem que avisar o seu país. Porém, nem tudo é assim tão linear e entretanto já se encontra montada uma verdadeira caça ao homem.

No encalço do espião encontram-se Percival Godliman e Frederick Bloggs, uma dupla promissora mas com uma missão de uma dificuldade exorbitante.

A par com estas duas histórias, cujo cruzamento parece desde logo óbvio, encontramos Lucy e David, um jovem casal cuja felicidade foi amaldiçoada desde o primeiro dia. No dia do seu casamento tiveram um grave acidente de carro e David ficou sem pernas, preso a uma cadeira de rodas. Em busca da felicidade que viviam enquanto namorados, mudam-se para uma ilha inóspita ao largo da costa Irlandesa.  

Será que o espião consegue fugir? Triunfará o amor de David e Lucy? Percy e Fred conseguirão concretizar a sua missão?

A escrita revela-se novamente excelente, a par com o enredo, que envolve o leitor e o torna num consumidor compulsivo deste thriller muito bem conseguido. Ao longo de cerca de 400 páginas, damos por nós a ler avidamente, em busca do próximo desenvolvimento, do próximo acontecimento ou do próximo pormenor. O desfecho não é previsível, bem ao estilo de Ken Follett, apesar de ter momentos que o leitor consegue claramente antecipar.

Sem descrições desnecessárias, com personagens complexas e um rigor histórico arrebatador, é um policial que sem dúvida vale a pena adicionar à biblioteca.

 

Classificação: 

Look Pechincha #50

O tempo começa a esfriar e ansiamos por dias quentes que já não aparecem. Então é altura de desencantar nos guarda-roupas aqueles conjuntos que misturam peças mais quentes com aqueles looks de verão. Hoje é a vez de um vestido midi de cavas, bem fresco, com uns botins curtos e um blusão de ganga.  

 

look.jpg

 

Chérie hoje quero ir... visitar dois Museus!

Se já lêem o nosso blog há algum tempo, então já sabem que nós gostamos muitos dos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian. Assim, este fim de semana a nossa sugestão passa mais uma vez por aí, mas desta feita com o objectivo de visitar dois museus que se encontram nesta fundação: o Museu Calouste Gulbenkian e o Centro de Arte Moderna.

Ambos estão abertos entre as 10h e as 18h, com um bilhete a custar 5€ cada um, mas com vários descontos disponíveis e com entrada livre, em ambos, aos domingos.

Museu Calouste Gulbenkian e Centro de Arte Moderna

No Museu Gulbenkian podem fazer uma viagem até ao passado, visitando o enorme espólio adquirido por Calouste Gulbenkian ao longo da sua vida, e que abrange peças de arte desde a Antiguidade, com diversas pinturas, esculturas, peças de tapeçaria e mobiliário, entre outras. Ao longo de várias salas é possível percorrer não só as várias eras da Humanidade, mas também ser transportado ao longo da Europa, África e Ásia. Além desta coleção, que constitui a exposição principal, o Museu Gulbenkian também organiza grandes exposições temporárias. Em breve seré possível visitar, por exemplo, Calouste Gulbenkian e o Gosto Inglês.

Já no Centro de Arte Moderna, a viagem é até ao presente e futuro da arte. Mais uma vez, a variedade de obras apresentadas é bastante grande, com fotografia, pintura, escultura e filmes, que se enquadram em vários estilos e correntes artísticas. Também aqui existe uma exposição permanente e outras temporárias. Neste momento é possível visitar Olhos nos Olhos, X de Charrua ou Tensão e Liberdade.

Fundação Calouste Gulbenkian.jpg

Já pensaram como é fantástico poderem visitar dois museus com inúmeras obras de arte num só dia, e sem terem de pagar nada? Este domingo aproveitem e visitem a Fundação Calouste Gulbenkian, maravilhem-se com os museus e, claro, aproveitem para passear pelos jardins.

 

[As obras apresentadas na montagem acima são as seguintes: A Primavera: Homenagem a Jean Goujon de Alfred-Auguste Janniot; Parto da Viola Bom Ménage de Amadeo de Souza Cardoso; Send-Off de Gillian Ayres; Retrato de uma Jovem de Domenico Ghirlandaio (de cima para baixo, e da esquerda para a direita)]

Séries da minha vida #26 Fargo

No ano passado estrearam dois fenómenos televisivos que foram a perdição dos espectadores e da crítica. Um deles foi True Detective, do qual já falámos aqui, e o outro foi Fargo. Esta constituía uma espécie de adaptação do filme com o mesmo título dos irmãos Coen, estreado em 1996.

Quando toda a gente começou a falar nesta série, eu decidi que a ia adicionar à minha watchlist, até porque sabia que o filme Fargo era considerado um dos melhores de sempre, fazendo até parte do Top 250 do IMDb. Contudo, eu ainda não tinha visto este filme, e por isso decidi que faria mais sentido vê-lo antes da série. Infelizmente, a história deste não me cativou particularmente, pelo que a minha vontade em ver a série diminuiu consideravelmente, razão pela qual a adiei até agora. Até que este Verão achei que não faria mal dar-lhe uma hipótese porque, afinal, são "só" 10 episódios, e podia sempre desistir se não gostasse... Ainda bem que o fiz, porque o primeiro episódio conquistou-me imediatamente, e os restantes não ficaram nada atrás. 

Não quero adiantar muito acerca da história, mas conto-vos o essencial: mantendo-se fiel às raízes de outros trabalhos dos irmãos Coen, que são os produtores desta série, o protagonista é um homem que é testado diariamente até aos seus limites, e que se encontra num estado passivo à espera de algo que desencadeie uma explosão que o liberte. Esse "algo" virá sob a forma de Lorne Malvo (Billy Bob Thornton), que levará este homem, Lester Nygaard (Martin Freeman), a questionar as suas atitudes e as dos outros, sendo o responsável pela notável metamorfose que Lester sofre ao longo de 10 episódios.

Fargo Poster.jpg

Sinceramente não sei como falar de todos os pontos positivos desta série, porque são infindáveis. Penso que o principal é o argumento, que é brilhante, e que nos conta uma história que tem tanto de drama como de comédia, de thriller e de romance, de crime e de família, e que nos oferece cenas, frases e personagens únicas. Noah Hawley, o argumentista e realizador desta série, conseguiu criar um conjunto de situações incríveis que se inter-relacionam das formas mais impossíveis, e soube contá-las da melhor forma, recorrendo muitas vezes a recuos no tempo, que permitiram pouco a pouco saber os antecedentes dos vários personagens. E que personagens!, até as mais insignificantes são complexas, cómicas e deliciosas.

O que me leva ao segundo grande factor desta série: o elenco. Billy Bob Thornton encarna um vilão maravilhosamente insensível e sádico, excêntrico e irresistível. Tanto ele como Martin Freeman mostraram aqui tudo aquilo de que são capazes de fazer, dando um verdadeiro "show" de representação. Os outros actores também são bastante bons, especialmente Allison Tolman, a heroína da história, no papel da agente Molly Solverson. Além destes, temos ainda outros nomes conhecidos como Colin Hanks, Bob Odenkirk, Oliver Platt ou Kate Walsh.

Fargo Personagens.jpg

Foram várias as vezes em que depois de ver uma cena marcante, voltei atrás para a rever, uma e outra vez, surpreendida com a qualidade do que estava a ver. Sim, porque além do argumento e dos actores, a forma como a série foi executada a um nível mais técnico foi também irrepreensível. Falo da banda sonora que me lembrou a de Birdman, e que aumentava exponencialmente a qualidade do que via, e da fotografia e realização impecáveis que me transportaram para as paisagens geladas do Minnesota.

Relativamente a comparações com o filme, já devem ter percebido que gostei muito mais da série, e que acho que esta tem uma qualidade bastante superior. É um produto bastante diferente em termos de história, não existindo personagens em comum, mas sim situações e certos aspectos que nos remetem imediatamente para o filme, de certa forma homenageando-o. Existe até uma cena que nos indica que os acontecimentos desta série decorrem posteriormente aos do filme, o que constitui um bónus.

Que mais posso dizer, de forma a convencer quem ainda não viu esta série, a dar-lhe uma hipótese? Se não adoraram o filme, tal como eu, não perdem nada em tentar. Se é um dos vossos favoritos e estão com medo de sair desiludidos, então estão a perder tempo: do que li, todos os fãs do filme são fãs da série. Se nunca viram o filme, então ainda é melhor, porque não sabem praticamente nada do que podem encontrar.

 

Classiificação: 9/10

Chérie, hoje apetecia-me ver... A Gaiola Dourada

Estreado em pleno Verão de 2013, A Gaiola Dourada foi o filme mais visto desse ano em Portugal, sendo um sucesso não só nas bilheteiras, mas também junto da crítica. Tendo como título original La Cage Dorée, foi realizado por Ruben Alves, que foi também um dos argumentistas. Este filme francês distinguiu-se por ter um elenco com vários actores portugueses consagrados e queridos do público.

A Gaiola Dourada Poster.jpg

Rita Blanco e Joaquim de Almeida dão vida aos protagonistas deste filme, Maria e José Ribeiro, um casal português que emigrou há mais de 30 anos para França, e que tem dois filhos, Paula e Pedro. Acarinhado pelos seus familiares e amigos que também emigraram, bem como pelos próprios franceses para/com os quais trabalha, este casal é conhecido pela sua honestidade e por trabalharem com afinco, estando disponíveis para ajudar os que os rodeiam a horas e fora de horas. 

Contudo, a sua vida está prestes a mudar, quando José recebe uma herança generosa que permitirá à sua família o tão desejado regresso "à terra", a Portugal. Aquilo com que estes dois não contavam é que os seus conhecidos se reunissem para transformar as suas vidas num mar de rosas, tentando convencê-los a ficar na França. Será que a família Ribeiro se manterá firme na sua decisão, ou preferirá ficar nesta "gaiola dourada"?

A Gaiola Dourada - José e Maria.png

Esta agradável comédia de 90 minutos conquista-nos facilmente pela simplicidade e realismo com que caracteriza os portugueses. José e Maria, além de serem os protagonistas são o exemplo de um bom casal português: altamente trabalhadores, sempre prontos a ajudar, mas também conformados e até um pouco desiludidos com a vida que levam, e que tem a saudade do seu país estampada no rosto. A história destes dois foi sem dúvida a minha favorita do filme, sendo também, na minha opinião, a mais bem conseguida.

As histórias atribuídas aos filhos Ribeiro pecaram pela falta de originalidade, especialmente a da filha Paula, que constitui o foco romântico do filme, mas que a mim não me conquistou.  A nível cómico, foram vários os momentos em que este filme me fez rir à gargalhada, especialmente ao caricaturar certos hábitos portugueses e franceses. Maria Vieira e Chantal Lauby, empregada e patroa, uma portuguesa, a outra francesa, foram as actrizes que roubaram todas as atenções sempre que estavam em cena, e que ofereceram a maioria dos momentos cómicos do filme.

A Gaiola Dourada.jpg

Um filme leve, bem construído e bem contado, com algumas reviravoltas interessantes, cheio de humor, e que nos oferece uma visão de nós mesmos com um toque francês. É impossível não nos pormos no lugar de cada um dos elementos da família Ribeiro, bem como dos seus conhecidos, e tentarmos imaginar o que faríamos na sua situação.

Quando quiserem um bom filme para um sábado ou domingo à tarde, reúnam a família e deixem-se prender por esta gaiola dourada!

 

Classificação: 7/10

Pág. 4/4