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La Vie en Chérie

Para os apaixonados por moda, cinema, livros e por uma vida doce e divertida

La Vie en Chérie

Para os apaixonados por moda, cinema, livros e por uma vida doce e divertida

Neste Dia... 24 de Outubro

Hoje felicitamos Madalena Iglésias, a eterna intérprete de Ele e Ela, pelos seus 76 anos!

Lisboeta natural do bairro de Santa Catarina, nasceu no ano de 1939, tendo-se celebrizando ao vencer o Festival RTP da Canção de 1966 com a dita canção, a qual representou Portugal no Festival Eurovisão da Canção. Fez também carreira no país de nuestros hermanos, onde vive actualmente, e trabalhou também no cinema português, e ainda na televisão venezuelana. A sua discografia é bastante longa, tendo sido homenageada várias vezes pelo seu trabalho, inclusive com direito a uma peça de Filipe La Féria: What Happened to Madalena Iglésias?

Hoje recordamos o êxito Ele e Ela, e a voz doce desta cantora portuguesa:

 

Desafio: Sweater Weather

 

Antes de mais agradecemos à Ana, do Chique e Geek, pela nomeação para responder à tag. Aqui ficam as nossas respostas. 

 

 

1. Fragrância de velas preferida?

A: Frutos do bosque. 

D: Gosto de várias, não tenho uma favorita.

 

2. Café, chá ou chocolate quente?

A: Café! Adoro café, embora também goste muito de chá e chocolate quente, mas o cafézinho é o meu aliado! 

D: Não sou grande fã de bebidas quentes, mas uma vez que não gosto nem de chá, nem de café, então chocolate quente!

 

3. Muda a rotina de maquilhagem consoante a época quente?

A: Nop...

D: Me neither.

 

4. Chapéus ou lenços?

A: Lenços. 

D: Cachecóis :p

 

5. Camisola que mais uso?

A: Hmmmm tem mesmo que ser uma camisola? Tipo quentinha? É que a minha blusa preferida é a minha camisa Denim (é que vai com quase tudo!). 

D: Faço as mesmas perguntas que a A. Sinceramente não sei, mas penso que será a minha camisa branca.

 

6. A cor de verniz que mais uso?

A: Quando a profissão permite vario entre o vermelho, o rosa e a manicure francesa. 

D: Rosa clarinho. Fica sempre bem.

 

7. Jogos de futebol ou saltar nas folhas secas?

A: None... 

D: Saltar nas folhas secas!!! 

 

8. Calças justas ou leggings?

A: Calças justas, definitivamente. Não costumo usar leggings. 

D: Calças justas. Os leggings não foram feitos para usar em vez das calças, pessoas!

 

9. Botas ou Uggs?

A: Botas, com uma grande paixão por botins! 

D: Uggs são pantufas que se revoltaram de estar sempre em casa, e decidiram sair à rua. Portanto botas e botins.

 

10. Qual a tua coisa preferida nº1 do Outono?

A: Saber que sou eu que o trago todos os anos. Ahah (o meu aniversário é no dia em que começa o Outono). Agora a sério, gosto das cores das folhagens. 

D: Também gosto muito de ver as árvores em tons de amarelo, laranja e vermelho. Gosto daquela mistura de tempo frio com dias de sol. E gosto muuuuuuito de saltar nas folhas secas (talvez seja esta a minha favorita).

 

11. Música que te põe no mood de outono?

A: Não me põe no mood de Outono mas apropria-se à tag e eu gosto muito dela: Sweather Weather dos The Neighbourhood.

D: A única que me vem à mente é a Autumn in New York, na versão da Ella Fitzgerald e do Louis Armstrong. 

 

12. Como é o outono onde vives?

A: Tendo em conta que eu vivo em dois sítios: Lisboa e o Alentejo, tenho que dizer Frio e Muuuuito Frio, respectivamente. 

D: Faço minhas as palavras da A.

 

Gostámos muito de responder a este desafio, e esperamos que também tenham gostado de ficar a saber um pouquinho mais sobre nós.

Chérie, hoje apetecia-me ver... A Clockwork Orange

Esta semana vi mais um filme do controverso realizador Stanley Kubrick – A Clockwork Orange – ou Laranja Mecânica como foi apelidado por terras Portuguesas. 

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Datando de 1971, este drama foi adaptado do romance homónimo de Anthony Burgess. Por muitos considerado como um filme à frente do seu tempo e de certo modo revolucionário, aborda temas como a delinquência, o sexo, a violência e muitos outros. 

Situado temporalmente numa Inglaterra futurista, encontramos Alex DeLarge (Malcom McDowell), um sociopata que lidera um grupo de delinquentes (Pete, Georgie e Dim), que ele apelida de drugues (palavra russa para camarada), cujos maiores interesses residem em violações e violência desmedida.

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A dada altura, os drugues colocam a liderança de Alex em causa, fazendo com que o mesmo seja detido e condenado a 14 anos de prisão. No entanto, após dois anos preso, Alex descobre um tratamento pioneiro capaz de reabilitar criminosos em duas semanas. O tratamento passa por drogar a pessoa, obrigando-a a assistir a imagens de extrema violência, tornando esta uma das cenas mais icónicas do cinema.

O filme relata então os crimes dos delinquentes, a captura de Alex e a sua tentativa de recuperação, não vou adiantar pormenores, mas a história não é complexa.

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Alex é uma personagem bastante intrigante, com gostos díspares – música clássica e violência – que Kubrick faz questão de explorar em profundidade. O protagonista é também o narrador da história, fazendo-o maioritariamente em Nadsat (segundo a minha pesquisa é uma gíria fictícia composta por russo, inglês e cockney).

Esta obra de Kubrick não foge à opinião formada acerca do realizador – ou se ama ou se odeia. Eu pessoalmente não odeio, gostei muito do The Shining, mais do que deste até. De certa forma, há algo na sua realização que me cativa, talvez a forma como aborda o mundo e os seus problemas, neste caso a violência e a decadência dos jovens.

Nomeado a quatro óscares, é classificado com 8.4 no IMDb.

 

Classificação: 7/10

 

Já viram? Gostaram? Gostam do realizador? 

Chérie, hoje apetecia-me ver... Suite Française

O mote “um filme por dia, nem sabe o bem que lhe fazia” continua, bem pelo menos até ter emprego. Desta vez o contemplado foi Suite Française ou Suite Francesa, como ficou conhecido em Portugal.

 

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Trata-se de um drama romântico de 2014, baseado no romance homónimo de Irène Némirovsky. A história foi escrita enquanto a cidade de Irène se encontrava sob ocupação alemã, na Segunda Guerra Mundial. A autora era judia e a dada altura foi detida, ficando o manuscrito do livro fechado numa mala por várias décadas, até que a filha o encontrou e decidiu publicar. 

A história é bastante simples: Lucille (Michelle Williams) vive com a autoritária sogra (Kristin Scott Thomas) desde que o marido Gaston partiu para a guerra. Vivem uma vida pacata até ao momento em que o local em que vivem é ocupado pelas tropas alemãs. É aí que se vêem obrigadas a acolher em sua casa um oficial nazi – Bruno Von Falk (Matthias Schoenaerts) – para o qual decidem não dirigir uma única palavra. Tudo se complica quando Bruno e Lucille se apaixonam, vivendo um amor que não é possível.  

Eu podia contar mais, mas não o farei, acho que o filme perderia todo o seu encanto. Este não reside na história, pois essa é bastante previsivel. No entanto, existe uma química entre Lucille e Bruno que nos faz querer continuar a ver. A escolha entre o dever e a paixão, entre o amor e a obrigação.

Também Margot Robbie, Sam Riley e Ruth Wilson fazem parte do elenco.

 

Classificação: 7/10

Para os fãs de livros de colorir

Se também são fãs de séries como Game of Thrones e Outlander, então fear not, dia 27 de Outubro vão ser lançados os Livros de Colorir Oficiais destas séries. Pessoalmente não sou adepta deste tipo de livros, mas confesso que até se tornaram um bocadinho apelativos, só por haver um de GoT.

A partir de agora podem transformar os aspectos dos vossos personagens favoritos, reimaginar as vossas cenas favoritas, criar novos tartans, dar vida a um Drogon cor de rosa, enfim, dar largas à vossa imaginação e criar a vossa própria visão de Westeros e da Escócia do século XVIII.

 

Game of Thrones Coloring Book.jpg

 

Outlander Coloring Book.jpg

E se forem fãs desesperados que não aguentam mais e precisam destes livros para ontem, podem sempre pré-encomendar aqui, no caso de GoT, ou aqui, no caso de Outlander.

Também estão previstos livros dedicados a outras séries, filmes e universos, como o de Harry Potter, Doctor Who, Sherlock ou a Middle Earth de Tolkien.

Chérie, hoje apetecia-me ver... Intouchables

Continuando em maré de cinema francês, hoje trazemo-vos um dos filmes franceses de maior sucesso dos últimos anos: Intouchables ou Amigos Improváveis, de 2011. Na altura da sua estreia estive mesmo para o ir ver, mas acabou por não acontecer, e acabei por o "apanhar" na televisão. Quase 2h depois estava rendida a este grande filme.

Foi baseado numa história verídica, facto de que não estava a par antes de o ver, e que só descobri no seu final, quando mostraram os dois amigos que originaram este filme. Confesso que gostei bastante deste facto, pelo que o partilho convosco antecipadamente.

Intouchables.jpg

A história é relativamente simples, mas poderosa. Philippe (François Cluzet) é um aristocrata francês que, devido a um acidente, ficou tetraplégico, e que está à procura de alguém para cuidar dele. Driss (Omar Sy) é um jovem provindo de uma grande família, que vive em más condições e com um passado conturbado que se encontra à procura de emprego. Por um acaso, os dois conhecem-se e iniciam uma parceria, mais por desafio do que a sério, mas que se revela bastante frutífera para ambos. Philippe encontra em Driss um amigo e cuidador que o trata como um ser humano, e não como um deficiente, de igual para igual. Por sua vez, Driss descobre em Philippe uma fonte de cultura e conhecimento, assim como de uma vida com bastante melhor qualidade. Apesar de ser improvável, os dois constroem uma relação de forte amizade e companheirismo.

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Confesso-vos que inicialmente achava que a história deste filme seria deveras cliché, apenas mais um daqueles filmes em que a amizade surge quando menos se espera, entre duas pessoas de meios sociais distintos. Mas, felizmente, não podia estar mais enganada.

Geralmente neste tipo de filmes, o tom é maioritariamente dramático, mas logo aí Intouchables troca-nos as voltas, e revela-se mais enquadrado numa comédia do que num drama. Ao longo da sua duração foram inúmeras as vezes em que me ri, em que voltei atrás para me voltar a rir, e em que até me vieram as lágrimas aos olhos de tanto rir. O tom leve e bem humorado com que Intouchables aborda assuntos mais complicados na vivência de uma deficiência tão grave como a de Phillipe, é uma das características que o tornam mais inovador. Mostrar que as pessoas são, acima de qualquer problema, doença ou deficiência, pessoas. Seres humanos. Seres com direito a respeito e dignidade, e a rirem-se dos outros e de si próprios. Esta abordagem a este tema é possível pela naturalidade com que Driss lida com a situação de Philippe, mas também pela capacidade de aceitação e preserverança com que este gere a sua vida.

A história de como Philippe e Driss se conheceram é contada em flashback, sendo que o início nos permite perceber logo como é invulgar a amizade destes dois. Sinceramente, acho que o filme também podia ter tido um curso linear, mas não desgostei desta abordagem. Obviamente que o filme também tem muitos momentos dramáticos e até filosóficos, que nos permitem questionar o que faríamos nós nas situações quer de Driss, quer de Philippe, mas também aqui o tom nunca é lamechas.

Se a perspectiva da amizade de um aristocrata com um rapaz de um bairro social pode parecer irrealista, a verdade é que este filme me pareceu um dos mais verdadeiros e reais que tenho visto ultimamente. Aquelas personagens, as suas histórias e vivências pareciam familiares, e talvez tenha sido essa perspectiva mais próxima e humana que este filme oferece que explicam (a par do seu humor) a tão boa classificação e aderência que teve.

A nível mais técnico, a fotografia do filme está óptima, e a banda sonora deste oscila entre música clássica (Phillipe) e soul (Driss), numa combinação que, tal como a destes dois amigos, é também bem-sucedida. E o que dizer dos dois actores principais? Suportados por um óptimo elenco secundário, François Cluzet e Omar Sy brilham em cada cena, e demonstram uma química extraordinária.

Intouchables foi nomeado a um Globo de Ouro e a 8 Césares, sendo que venceu o de Melhor Actor para Omar Sy, que levou a melhor sobre o seu colega de elenco, François Cluzet,  e sobre Jean Dujardin, que nesse ano venceria o seu Óscar. Recheado de cenas incríveis, com óptimas interpretações (Omar Sy conquistou-me completamente!), é um filme que, apesar de ter visto há pouco tempo, já estou cheia de vontade de rever.

 

Classificação: 9/10

Chérie, hoje quero ir... ver cinema francês!

Ultimamente temos falado um pouquinho de cinema francês aqui pelo nosso blog, embora maioritariamente continue a ser o cinema americano, e por vezes o inglês, a terem grande destaque. Mas se, tal como nós, gostam de cinema francês, então a nossa sugestão é o programa pelo qual estavam à espera.

Desde o passado dia 8 deste mês que está a decorrer a 16ª Festa do Cinema Francês, a qual decorre até 29 de Novembro por várias cidades do nosso país. Cada uma delas tem uma programação diferente, e decorre em dias diferentes, pelo que se moram numa destas cidades: Aveiro, Beja, Caldas da Rainha, Coimbra, Évora, Faro, Guimarães, Leiria, Porto, Santarém, S.Pedro do Sul, Seixal, Setúbal, Viana do Castelo; ou nas proximidades e gostam de cinema, então basta consultarem a página oficial para consultarem a programação, e escolherem o filme (ou filmes!) que querem ver.

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Em LisboaAlmada esta festa termina hoje, com vários filmes a serem exibidos, com sessões desde as 11h até às 21h. Em Lisboa todos os filmes de hoje serão no Cinema São Jorge, e em Almada serão no Forúm Romeu Correia. Assim têm:

 

16.00h - Pourquoi j'ai pas mangé mon Père (Lisboa)

16.00h - Phantom Boy (Almada)

19.00h - L' Enquête (Lisboa)

19.30h - Maestro (Lisboa)

21.00h - Marguerite (Lisboa)

21.00h - Spartacus et Cassandra (Almada)

 

Cada sessão custa 3.50€ em Lisboa, e 2.50€ em Almada, mas em ambas as cidades existem vários descontos disponíveis, bastando consultar a página de cada uma (ver acima).

 

Est-ce que vous allez au cinéma?