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La Vie en Chérie

Para os apaixonados por moda, cinema, livros e por uma vida doce e divertida

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Chérie, hoje apetecia-me ver... Water for Elephants

Baseado num livro de 2006 com o mesmo título, e que esteve na New York Times Best Seller List por 12 semanas, Water for Elephants, ou Água aos Elefantes, como foi denominado em Portugal, é um filme de 2011 realizado por Francis Lawrence (responsável por três dos quatro filmes da saga The Hunger Games), e cujo foco é um romance proibido vivido entre os personagens de Robert Pattinson e Reese Witherspoon.

A acção decorre na América dos anos 30, durante a Grande Depressão, e o protagonista é Jacob Jankowski (Pattinson) um jovem estudante de medicina veterinária, que devido a uma série de eventos se vê a bordo do comboio que transporta a trupe do circo Benzini Brothers, liderado por August Rosenbluth (Christoph Waltz). Após ser contratado, ele vê-se imerso no mundo do maior espectáculo do mundo, com o qual rapidamente fica fascinado. Mais tarde, apaixonar-se-á por Marlena (Witherspoon), que é na realidade mulher de August, e uma das principais atracções do circo. Este romance será o início do fim das suas vidas, como as conhecem até então.

Water for Elephants.jpg

Com uma história relativamente simples, Water for Elephants é um filme dramático que consegue cumprir o seu objectivo de entreter o espectador, especialmente se, tal como eu, partilharem do gosto pelo circo. No entanto, ao longo do filme há sempre a sensação de que falta ali qualquer coisa. A mais óbvia será a falta de química entre os protagonistas. Sendo este par o ponto essencial da história, é lamentável que a personagem de Reese tenha mais química com o marido e vilão August, do que com aquele que é suposto ser o amor da sua vida, Jacob. Por outro lado, o argumento apresenta algumas falhas graves na construção da história e dos personagens, que levam a que se questione o desenrolar da acção. Outro dos pontos fracos do filme é o facto de que apesar de este ter 2h, ficamos a conhecer muito pouco acerca da vida do circo, e a dos outros artistas. Finalmente, no filme nunca é dada uma explicação para o facto de o seu título ser Water for Elephants. É que em momento algum vemos alguém a dar água ao único elefante da história. Enfim, pormenores que fazem a diferença.

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Apesar de todas estas falhas, a verdade é que consegui apreciar este filme, porque à partida já não tinha grandes expectativas para ele, e também pela sua estética, que reproduz fielmente o guarda-roupa, adereços e ambiente da época, e nos transporta para o mundo mágico do circo. Gostava que este tivesse sido mais explorado, mas o foco da história foi mesmo todo para Jacob e Marlena, mas deu para me aperceber que gostava de ver mais filmes neste tema. Finalmente, sem dúvida que o ponto mais forte do filme foi Christoph Waltz, que dá vida ao vilão da fita, mas que nos consegue fazer simpatizar com ele em diversos momentos, proporciona gargalhadas, e que dá um verdadeiro show de interpretação.

Em suma, um filme satisfatório para quem procure apenas duas horas de entretenimento despretensioso, com uma história romântica algo cliché, um bom vilão, e o belíssimo ambiente do circo, como era o meu caso. 

 

Classificação: 6/10

P.S. Sabiam que Reese Witherspoon e Robert Pattinson já tinham trabalhado juntos antes, em Vanity Fair (2004), mas como mãe e filho?

Quero Tanto Ver #12 Macbeth

Este é provavelmente o filme pelo qual aguardo há mais tempo, e com mais expectativa. As razões são muitas: trata-se de uma adaptação da tragédia Macbeth de William Shakespeare, uma das suas mais conhecidas; tem um grande elenco, que inclui Michael Fassbender e Marion Cotillard a interpretar o ambicioso casal Macbeth, e a história é deveras aliciante, com todos os elementos que criam um bom filme, desde elementos místicos, passando por batalhas sangrentas, a personagens misteriosos e complexos.

Como se tudo isto já não bastasse, eis que é lançado este trailer. I'm speechless.

 

All hail, Macbeth

 

Séries da minha vida #18 Once Upon a Time

Era uma vez...

Sempre foi assim que as histórias de encantar que povoaram a nossa infância de sonhos, magia, fadas, princesas e animais falantes começavam. Assim que ouvíamos estas três palavrinhas sabíamos que nas próximas horas seríamos transportados para reinos longínquos para junto dos nossos personagens favoritos, e que com eles íamos rir, chorar, sonhar e aprender.

Mas... e se afinal essas personagens dos contos de fadas fossem reais? E se vivessem no nosso mundo, escondidas numa cidadezinha chamada... Storybrooke? E se essas personagens estivessem presas nesse lugar, vítimas de uma maldição que lhes retirou todas as suas recordações do seu mundo, condenando-as a vidas sem significado? E se...

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Séries da minha vida #17 Reign

A série de que hoje vos venho falar, Reign, estreou em 2013, e terminou este mês a sua segunda temporada, contando actualmente com 44 episódios e estando já renovada para uma terceira temporada.

Centra-se na vida da rainha da Escócia, Mary Stuart (Adelaine Kane), que viveu durante o século XVI, e que na sua juventude foi viver na França, enquanto aguardava o seu casamento com o príncipe herdeiro Francis (Toby Regbo). Juntamente com as suas damas de companhia, ela terá de se adaptar à vida numa corte cheia de intrigas, esquemas políticos e forças sobrenaturais.

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Reign é uma série que acompanho desde que estreou e que me cativou maioritariamente por ser uma série de época. Sabia de antemão que não ia ser de todo fiel ao período que retrata, pois afinal trata-se de uma série da CW, um canal com conteúdos mais juvenis, e sempre com um toque de fantasia. Apesar disso dei-lhe uma hipótese, até porque também queria uma série que não me “desse muito trabalho”; ou seja, com uma história simples e que fosse fácil de seguir. Deste modo, Reign tem sido até agora o meu guilty pleasure

Como é que vos hei-de descrever esta série? Bem, imaginem as típicas personagens de um teenage drama: a protagonista corajosa e ingénua, as amigas à la Sex and The City, os dois galãs que compõem o triângulo amoroso, e os antagonistas misteriosos. Conseguem? Ok, agora imaginem que os transportavam para a França do século XVI, com direito a um vestuário deslumbrante, mas que mantém muitas das características do século XXI, e que estes personagens retêm ainda a linguagem e comportamentos desse século. Finalmente, acrescentem-lhe seres misteriosos que assombram o castelo onde estes personagens vão viver. Pronto, esta amálgama é Reign.

Com um elenco recheado de caras bonitas e com algum talento, Reign soube criar personagens relativamente interessantes, especialmente o par protagonista, e os seus antagonistas, o casal real Henry e Catherine. Esta última, em particular, é provavelmente a personagem mais complexa e que mais gosto de ver nesta série.

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Com uma história simples e diversos clichés, Reign sobrevive por não se levar muito a sério, e porque acima de tudo proporciona uma fonte de entretenimento fácil e com qualidade. Na minha opinião, a segunda temporada até começou bastante melhor do que a primeira, com episódios com mais reviravoltas e acção, e mais crescimento dos personagens, especialmente de Francis, mas a meio da temporada arriscou uma mudança extrema na protagonista e que a transformou em alguém... insuportável. As restantes personagens mantiveram os seus traços iniciais, mas o meu problema é que aquelas que ainda "aturava" na primeira temporada, começaram a fartar-me imenso nesta segunda. Tanto é que nos últimos episódios cheguei a passar várias partes à frente. E quando eu começo a fazer isto já sei, é sinal de que estou cansada dessa série, de que cheguei ao limite com ela, e de que não vale a pena insistir.

De modo que esta é a minha primeira e última crítica a Reign. Foram apenas dois anos com ela, mas não vou regressar para a terceira temporada. Vou ter pena de abandonar algumas das personagens (Francis, Catherine e Narcisse, I'll miss you), bem como o luxuoso guarda-roupa que me fazia sempre babar, mas considerando todos os contras que pesam contra ela vai ter mesmo de ser. Para além disto, já não acho que faça sentido ver uma série pelas razões pelas quais a iniciei, quando há tantas séries de grande qualidade à minha espera (e filmes! e livros! e etc.).

 

Farewell and goodbye!

 

Classificação 6/10 (tem 7.7 no IMDb)

Adopção

Quem segue o blog sabe que eu (A.) sou uma viciada em séries (bem, a D. também é, mas um bocadinho menos). Como devem ter reparado têm surgido mais posts com críticas a séries, e a razão é porque as séries que acompanhamos estão a chegar ao fim (a maioria delas). 

Para não ficarmos orfãs de série, decidimos adoptar novas: 

 

A

(só vou começar no final de maio, quando apenas me restar Game of Thrones e Penny Dreadful):  

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D

(também só devo começar na mesma altura, quando Game of Thrones for a única série que me resta):  

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Já ando para ver The Americans há um tempão, uma série que já conta com três temporadas e que tem tido óptimas críticas, embora passe um pouco despercebida. Relativamente a Fargo, apesar de não ser grande fã do filme, tenho de dar uma hipótese à série, uma vez que esta arrecadou imensos prémios, e também são só 8 episódios. Recentemente vi Psychopelo que já me sinto finalmente em condições de ver Bates Motel, outra série que já ando para ver desde que estreou. Entremeadas com estas séries, existem outras que também vou ver, nomeadamente algumas que deixei a meio e mini séries. Para descobrirem quais são continuem a ler-nos que eu depois dou notícias!

 

Identificam-se mais com quais? 

Têm outras sugestões? 

Séries da minha vida #9 - Olive Kitteridge

Esta semana vi uma mini-série que já andava para ver há algum tempo. Foi muito aclamada em 2014 e foi nomeada para três globos de ouro.

Falo-vos então de Olive Kitteridge, uma série da HBO, de quatro episódios, com Frances McDormand, Richard Jenkins e Bill Murray nos papéis principais. Desenvolvida pela própria Frances, Tom Hanks, entre outros, teve a sua estreia em Novembro de 2014.

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Baseada no romance homónimo, de 2008, de Elizabeth Strout, tem, como já disse, quatro episódios – Pharmacy, Incoming Tide, A Different Road e Security – cada um com cerca de 50min a 1 hora.

A série procura dar a conhecer a vida de Olive Kitteridge, uma professora de Crosby, uma cidade costeira (fictícia) do Maine. Acompanhamos a personagem principal durante vinte e cinco anos, assim como o seu marido farmacêutico Henry e o filho Christopher. Olive, apesar de muitas vezes nem reparar, é rude e acaba por ter problemas de depressão, ciúmes e muitas discussões familiares.

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À partida pode parecer um drama enfadonho, e concordo que em alguns momentos possa mesmo ser. Mas só pela grande interpretação de Frances, no papel de Olive, já merece a nomeação. Porém, já a nomeação de Bill Murray me parece um bocado descabida, uma vez que, este apesar de ser a personagem conducente ao desfecho da série, não tem nenhum desempenho por aí além que mereça a nomeação ao globo. 

A classificação do IMDb é 8.5, a minha seria:

 

Classificação: 7/10

Séries da minha vida #8 - How To Get Away With Murder

Acabei há uns dias uma série que tinha adoptado recentemente – How to get away with murder – em português de Portugal, Como Defender Um Assassino. Acho que só por si o título já chama bastante a atenção. Quem é que não está ansioso para saber como se vão safar os ditos assassinos?

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É recente, é de 2014, e é emitida pela ABC. Foi criada por Peter Nowalk e a produtora é, nada mais nada menos que, Shonda Rhimes, igualmente produtora de Grey’s Anatomy.  

O argumento baseia-se na vida pessoal  e profissional de Annalise Keating (Viola Davis), professora de Direito Penal na Universidade de Middleton, Filadélfia. Nesta prestigiada (ainda que fictícia) escola, Annalise escolhe todos os anos um grupo de cinco alunos – os cinco melhores da turma – para trabalhar no seu escritório pessoal e ajudar na resolução de casos reais. No ano em que se passa a série, os escolhidos são: Connor Walsh, um rapaz homossexual, habituado a conseguir o que quer através de sexo; Michaela Pratt, uma jovem mimada e que vive num mundo cor-de-rosa, onde ela própria é perfeita e superior a todos; Asher Millstone, rico e de boas famílias; Laurel Castillo, de ascendência hispânica, foi escolhida não só por ser inteligente, mas também pela sua beleza; e por fim, Wes Gibbins, o único que é pobre, muito inteligente mas um pouco perdido no meio de tudo. Juntos formam os Keating’s Five

Annalise vive com o marido Sam, um professor de Psicologia e trabalha com dois associados – Bonnie, também advogada, e Frank (cuja profissão eu desconheço, mas não é advogado).

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A par com os dramas que vão surgindo, fruto dos casos que têm que defender, existe um homicídio que acompanha toda a temporada, e é ele que une todas as personagens. A série começa do fim, ou seja, começamos a ver uma das cenas finais da temporada, e depois voltamos a algumas semanas atrás, onde vai sendo explicado, ao longo dos episódios, qual a razão desse acontecimento.

Não posso adiantar muito mais, estaria a contar coisas que não posso, pois são elas que garantem as bocas abertas em determinadas cenas.

Posso adiantar que foi renovada para uma segunda temporada e que ganhou inúmeros prémios como Melhor Actriz numa Série de Drama, Melhor Argumento de Série Dramática, Melhor Programa do Ano, entre outros.

O IMDb atribui 8.3, eu dou um bocado mais e vou até 9/10. 

 

Viram? Gostaram? Vão ver?

Séries da minha vida #4 Bates Motel

Reporta há uma semana atrás o dia fatídico em que comecei a ver Bates Motel. Apesar de ter duas temporadas, não consegui parar e foi excelente! A verdade é que já conhecia a série há imenso tempo, no entanto nunca me tinha disposto a ver, e agora aqui fica a review
Bates Motel, exibida pela A&E, é uma série de televisão de drama e crime, criada por Carlton Cuse, Kerry Ehrin e Anthony Cipriano. A série é no fundo uma prequela contemporânea do filme Psycho, de Alfred Hitchcock. Centra-se nas personagens Norma e Norman Bates, mãe e filho, antes dos acontecimentos do filme.

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Norman, interpretado por Freddie Highmore (o "miudinho" do Finding Neverland), e a sua extremosa mãe, Norma (Vera Farmiga), mudam-se para uma nova cidade após o estranho falecimento do marido de Norma e pai de Norman. Na nova cidade, White Pine Bay, adquirem um motel - o Motel Bates, fazem amigos, mas também muitos inimigos, o que dificulta a vida das personagens principais, que rapidamente compreendem o funcionamento obscuro da cidade em que se encontram. Podem achar que vos estou a contar pouco, a incluir poucas personagens no meu resumo, mas acreditem, é viciante e tudo o que eu possa dizer para além disto, será um spoiler.

Nova Imagem.jpgA série estreou em 2013 e devido a uma audiência bastante favorável foi renovada para uma segunda temporada. Em 2014, continuou o sucesso e foi renovada para uma terceira temporada, que eu aguardo ansiosamente e que estreia dia 9 de Março. 

 

Conheciam? Vão ver?