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La Vie en Chérie

Para os apaixonados por moda, cinema, livros e por uma vida doce e divertida

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Séries da minha vida #30 About a Boy

No mês passado andava à procura de uma comédia para me distrair, uma vez que na altura ainda nenhuma das que costumo acompanhar tinha começado. Deparei-me com About a Boy ou Era uma vez um Rapaz, e pensei "Não é tarde, nem é cedo, é mesmo esta que vou ver". Estreada em Fevereiro do ano passado foi (infelizmente) cancelada ao fim de duas temporadas, tendo sido transmitida pela NBC. Com 33 episódios de cerca de 20 minutos, é baseada na obra com o mesmo título de Nick Hornby, publicada em 1998, e que também já tinha sido adaptada ao cinema.

Nunca tive oportunidade de ler o livro, mas já vi algumas vezes o dito filme de 2002, que de certeza que conhecem, uma vez que conta com Hugh Grant, Nicholas Hoult e Toni Collette nos papéis principais. Neste caso são David Walton, Benjamin Stockham e Minnie Driver a interpretar estes mesmos papéis, respectivamente.

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A premissa é deveras simples: Fiona Bowa (Minnie Driver) e o seu filho Marcus (Benjamin Stockham) mudam-se para a casa imediatamente ao lado da de Will Freeman (David Walton) que, como o próprio nome indica, é um homem solteiro e livre, que vive a sua vida sem preocupações, a não ser divertir-se, nem precisando de trabalhar, porque há vários anos foi responsável pela letra de uma famosa canção de Natal, que lhe rende dinheiro até hoje.

Estes vizinhos não podiam ser mais diferentes: Fiona e o seu filho são uma espécie de hippies do século XXI, vegans, budistas, e adeptos de expressar os seus sentimentos através das formas mais originais, mantendo uma relação de grande cumplicidade (a roçar a de Norma e Norman Bates, de acordo com Will), e que apesar de serem frequentemente alvo de piadas devido ao seu estilo de vida, se mantêm persistentemente fiéis a si próprios.

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Apesar de ter uma personalidade naturalmente feliz, Marcus sente falta de algo na sua vida: um amigo (sem ser a mãe, ele não tem mais ninguém). É então que por um acaso do destino, ele entra na vida de Will, e imediatamente se apega a este homem-criança que, por muito que goste de ter comportamentos adultos, como ir a festas, beber ou namorar, é tão irresponsável e imaturo como uma criança. 

Por muito diferentes que sejam, Will e Marcus acabam por construir uma amizade benéfica para ambos, e que os ajuda a ambos a crescer e a aceitar as diferenças nos outros. Juntamente com Fiona acabam por construir uma espécie de família excêntrica e deveras peculiar. Além deste núcleo, os personagens mais recorrentes são Andy (Al Madrigal), o melhor amigo de Will, e a sua controladora mulher Laurie (Annie Mumolo), que são pais de três crianças. Andy é mais maduro do que Will, mas por vezes inveja a sua liberdade.

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Que posso eu dizer acerca desta série, a não ser que a adorei? 

Muito bem escrita, com imensas cenas de morrer à gargalhada em praticamente todos os episódios, e que dão vontade de repetir uma e outra vez, About a Boy conquistou-me pela sua simplicidade e pelas cenas de genuína empatia, amizade e amor entre os seus personagens. É o que se pode chamar uma série heart warming, que me deixou sempre feliz e divertida ao vê-la, isto sem se tornar lamechas, nem aborrecida, e acima de tudo com vontade de ver mais. 

Comparativamente com o filme, a série é bastante mais light e divertida, sendo que o facto de ser mais longa lhe permite obviamente desenvolver mais os personagens. Assim, gostei mais destas versões do trio principal, em que Will e Fiona são bastante menos melancólicos e depressivos, e Marcus é verdadeiramente adorável. O primeiro episódio presta homenagem a vários momentos do filme, mas é também o mais aborrecido. A vantagem é que a partir daí é sempre a melhorar, sendo que a segunda temporada consegue manter a boa qualidade da primeira.

Não sendo a série mais original e impactante que tenha tido oportunidade de ver, é sem dúvida uma das melhores comédias que acompanhei pela sua consistência, qualidade de actores e de argumentos, e acima de tudo pelos muitos bons momentos.

Vou ter muuuuuuuuuuuitas saudades, e tenho imensa pena que uma série tão boa tenha sido cancelada (aquele fim!), enquanto que produtos de muito pior qualidade continuam a ser infinitamente renovados. Enfim...

 

Classificação: 8/10

Neste Dia... 22 de Setembro

Há 21 anos estreava o primeiro episódio de uma das melhores séries de sempre: Friends.

 

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Corria o ano de 1994, a emissora era a NBC, os criadores David Crane e Marta Kauffman, e a história não podia ser mais simples: seis pessoas muito diferentes unidas por uma forte amizade. Uma premissa simples, mas que conquistou milhões de pessoas por todo o mundo desde o seu momento de estreia, sendo fácil qualquer público relacionar-se com as aventuras destes amigos.

 

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Foram inúmeras as situações vividas por estes personagens que se tornaram inesquecíveis, foram várias as frases proferidas que se tornaram imortais e que foram repetidas até à exaustão pelos fãs mais acérrimos. Rachel, Monica, Joey, Chandler, Phoebe e Ross fazem parte das vidas de todos aqueles que tiveram a oportunidade de ver alguns (ou todos!) dos 236 episódios emitidos ao longo dos 10 anos que a série esteve no ar. 

 

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Desde que Friends terminou, os fãs matam as saudades vendo e revendo repetidamente as temporadas da série, consolando-se com o spin-off Joey ou com a esperança de que, quem sabe, talvez um dia Matthew Perry, Lisa Kudrow, Jennifer Aniston, David Schwimmer, Courtney Cox e Matt LeBlanc se reúnam e façam um filme. Outros há que se dedicam a coleccionar objectos da série, e há ainda quem não resista a cantar I'll be there for you em várias ocasiões (mais ou menos apropriadas), nunca se esquecendo, obviamente, de bater as palmas nos momentos certos.

 

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Cada fã desta série terá a sua experiência única e distinta de como Friends influenciou ou de como faz parte da sua vida. O que é certo é que 21 anos depois o amor por Friends continua tão intacto como sempre.

 

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 P.S. - Vai uma maratona?

Séries da minha vida #26 Fargo

No ano passado estrearam dois fenómenos televisivos que foram a perdição dos espectadores e da crítica. Um deles foi True Detective, do qual já falámos aqui, e o outro foi Fargo. Esta constituía uma espécie de adaptação do filme com o mesmo título dos irmãos Coen, estreado em 1996.

Quando toda a gente começou a falar nesta série, eu decidi que a ia adicionar à minha watchlist, até porque sabia que o filme Fargo era considerado um dos melhores de sempre, fazendo até parte do Top 250 do IMDb. Contudo, eu ainda não tinha visto este filme, e por isso decidi que faria mais sentido vê-lo antes da série. Infelizmente, a história deste não me cativou particularmente, pelo que a minha vontade em ver a série diminuiu consideravelmente, razão pela qual a adiei até agora. Até que este Verão achei que não faria mal dar-lhe uma hipótese porque, afinal, são "só" 10 episódios, e podia sempre desistir se não gostasse... Ainda bem que o fiz, porque o primeiro episódio conquistou-me imediatamente, e os restantes não ficaram nada atrás. 

Não quero adiantar muito acerca da história, mas conto-vos o essencial: mantendo-se fiel às raízes de outros trabalhos dos irmãos Coen, que são os produtores desta série, o protagonista é um homem que é testado diariamente até aos seus limites, e que se encontra num estado passivo à espera de algo que desencadeie uma explosão que o liberte. Esse "algo" virá sob a forma de Lorne Malvo (Billy Bob Thornton), que levará este homem, Lester Nygaard (Martin Freeman), a questionar as suas atitudes e as dos outros, sendo o responsável pela notável metamorfose que Lester sofre ao longo de 10 episódios.

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Sinceramente não sei como falar de todos os pontos positivos desta série, porque são infindáveis. Penso que o principal é o argumento, que é brilhante, e que nos conta uma história que tem tanto de drama como de comédia, de thriller e de romance, de crime e de família, e que nos oferece cenas, frases e personagens únicas. Noah Hawley, o argumentista e realizador desta série, conseguiu criar um conjunto de situações incríveis que se inter-relacionam das formas mais impossíveis, e soube contá-las da melhor forma, recorrendo muitas vezes a recuos no tempo, que permitiram pouco a pouco saber os antecedentes dos vários personagens. E que personagens!, até as mais insignificantes são complexas, cómicas e deliciosas.

O que me leva ao segundo grande factor desta série: o elenco. Billy Bob Thornton encarna um vilão maravilhosamente insensível e sádico, excêntrico e irresistível. Tanto ele como Martin Freeman mostraram aqui tudo aquilo de que são capazes de fazer, dando um verdadeiro "show" de representação. Os outros actores também são bastante bons, especialmente Allison Tolman, a heroína da história, no papel da agente Molly Solverson. Além destes, temos ainda outros nomes conhecidos como Colin Hanks, Bob Odenkirk, Oliver Platt ou Kate Walsh.

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Foram várias as vezes em que depois de ver uma cena marcante, voltei atrás para a rever, uma e outra vez, surpreendida com a qualidade do que estava a ver. Sim, porque além do argumento e dos actores, a forma como a série foi executada a um nível mais técnico foi também irrepreensível. Falo da banda sonora que me lembrou a de Birdman, e que aumentava exponencialmente a qualidade do que via, e da fotografia e realização impecáveis que me transportaram para as paisagens geladas do Minnesota.

Relativamente a comparações com o filme, já devem ter percebido que gostei muito mais da série, e que acho que esta tem uma qualidade bastante superior. É um produto bastante diferente em termos de história, não existindo personagens em comum, mas sim situações e certos aspectos que nos remetem imediatamente para o filme, de certa forma homenageando-o. Existe até uma cena que nos indica que os acontecimentos desta série decorrem posteriormente aos do filme, o que constitui um bónus.

Que mais posso dizer, de forma a convencer quem ainda não viu esta série, a dar-lhe uma hipótese? Se não adoraram o filme, tal como eu, não perdem nada em tentar. Se é um dos vossos favoritos e estão com medo de sair desiludidos, então estão a perder tempo: do que li, todos os fãs do filme são fãs da série. Se nunca viram o filme, então ainda é melhor, porque não sabem praticamente nada do que podem encontrar.

 

Classiificação: 9/10

Séries da minha vida #24 - Unbreakable Kimmy Schmidt

Na passada quinta feira vi uma série inteira. (Sim, eu sei que tenho alguma espécie de condição psicológica). Vá, a série também só tinha uma temporada. Sim, e essa temporada só tinha treze episódios de trinta minutos cada um. Não foi nada do outro mundo, foram sensivelmente seis horas e meia da minha vida (o que é isso para uma seriófila?).

Passando à frente o discurso da praxe, a série foi Unbreakable Kimmy Schmidt, a nova produção de Tina Fey, em colaboração com Robert Carlock.

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Devido ao enorme sucesso de 30 Rock, a produção anterior de Tina Fey, que também fazia parte do elenco, senti uma enorme vontade de ver esta nova série. Unbreakable Kimmy Schmidt conta a história de Kimberly Schmidt (Ellie Kemper), uma jovem que viveu quinze anos aprisionada por um auto-proclamado reverendo, que lhe disse que o mundo tinha acabado e que viviam na era pós-apocalíptica. Juntamente com Kimmy viviam mais três prisioneiras que, tal como ela, acreditavam que o mundo tinha acabado e que eram as últimas sobreviventes. No primeiro episódio assistimos à libertação das vítimas, sendo que ao longo dos treze episódios que compõe esta primeira temporada assistimos à sua adaptação ao mundo real. Presenciamos as aventuras de Kimmy, que arranja um colega de casa deveras singular – Titus Andromedon (Tituss Burgess) – e a patroa mais snob do mundo (Jane Krakowski).

A protagonista vê-se então obrigada a reaprender tudo acerca da realidade, entrando muitas vezes em situações constangedoras (mas deveras engraçadas).

Nova Imagem.jpgAo contrário de 30 Rock, Tina Fey apenas participa em dois episódios. Esta sua nova produção peca bastante no factor comédia, em comparação com 30 Rock, sendo a actriz Ellie Kemper responsável pela maior parte dos risos e gargalhadas. Outra actriz neste papel tornaria a série impossível de ver, no entanto assim permanece apenas no patamar do razoável.

O grande ponto forte, que me pôs a rir antes de cada episódio é o genérico, que partilho aqui convosco:

Classificação: 6/10

Séries da minha vida #22 Happy Endings

Hoje venho falar-vos de uma série de comédia que terminei recentemente, Happy Endings ou Tudo Acaba Bem. Estreada em 2011 na ABC contou com 3 temporadas e 57 episódios até ser cancelada. É uma série pouco conhecida, da qual eu só ouvi falar por causa dos actores, uma vez que dois deles integraram o elenco de duas das minhas séries favoritas: New Girl (Coach) e The Mindy Project (Peter). Assim, decidi dar uma hipótese a esta série, e não me desiludi.

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Ao longo dos episódios acompanhamos as aventuras e desventuras de seis amigos que vivem em Chicago, cada um deles com uma personalidade muito diferente, mas que têm comum a excentricidade e uma sólida amizade. A série assemelha-se a outras como Friends ou How Met Your Mother ao apresentar a dinâmica de um grupo de amigos, partilhando com Friends algumas semelhanças em relação aos personagens: temos um casal fixo, dois amigos excêntricos outsiders e um casal que não se decide se namora ou não. Existe também um café onde por vezes se encontram, mas eu diria que as semelhanças terminam aí. Happy Endings consegue inovar num terreno saturado de séries deste género ao criar personagens com identidades muito fortes, com as quais facilmente se gera empatia e, ao fim de algum tempo já não se consegue passar sem elas. Tem também a vantagem de conseguir criar situações altamente improváveis e hilariantes para os seus protagonistas, de modo que o humor é uma constante.

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Assim temos o casal Kerkovich-Williams, composto por Brad (Damon Wayans Jr.) e Jane (Eliza Coupe), uma dupla inseparável, altamente confiante e imbatível, que foi sem dúvida a minha favorita, pois estes actores conseguiram criar dois personagens altamente hilariantes e perfeitos uns para o outro. Depois temos a irmã de Jane, Alex (Elisha Cuthbert), uma optimista cabeça-no-ar e por vezes a típica loira. No início da série, ela abandona o noivo Dave (Zachary Knighton) no altar, forçando o grupo de amigos a dividir-se entre os dois. Dave partilha com Alex o carácter impulsivo, e tenta ser cuper cool, mas as suas tentativas são sempre falhadas. Depois temos Penny (Casey Wilson) a romântica optimista que procura incessantemente um namorado, e que é bastante desastrada. Finalmente Max (Adam Pally) é o mais relaxado do grupo, para não lhe chamar preguiçoso, que evita quaisquer responsabilidades e que desafia convenções, pois é o mais hetero dos gays.

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Não sendo uma série muito original, Happy Endings consegue aquilo a que se propõe: entreter o espectador e fazer rir. Ao longo das temporadas, a série conseguiu crescer e melhorar, equilibrando melhor as diversas histórias dos seus personagens, e recebendo melhores avaliações da crítica especializada. O episódio final deixou um pouco a desejar tendo em conta a qualidade dos anteriores, mas ofereceu um bom desfecho para os seis amigos. Simples, mas adorável, Happy Endings vai deixar-me com muitas saudades.

 

Classificação: 7/10

Séries da minha vida #19 - Silicon Valley

Sensivelmente há cerca de uma semana senti-me orfã de série de comédia. Senti-me triste. E por isso decidi procurar uma. Não foi preciso muito, devo confessar. Bastou um amigo falar-me de Silicon Valley para eu ficar logo interessada. Pois bem, terminei há bocado a segunda temporada e agora escrevo para vos contar se vale ou não a pena ver.

Trata-se de uma sitcom americana que estreou em Abril de 2014, pela mão do cconceituado canal HBO.

 

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Esta, criada por Mike Judge, John Altschuler e Dave Krinsky , procura dar a conhecer a vida de seis programadores que tentam construir uma empresa bem sucedida em Silicon Valley. Este local é conhecido por albergar muitos dos nomes sonantes das novas tecnologias (HP, Facebook, Apple Inc, entre outras).

A primeira temporada tem oito episódios, de cerca de trinta minutos cada, e foi amplamente aclamada, tanto pela crítica, como pelo público. Conta a história de Richard (Thomas Middleditch), um programador que desenvolve um algorítmo inovador na compressão de arquivos. Logo no ínicio da série, Richard vê-se perante um dilema e grandes dimensões – vender a sua idéia a Gavin Belson (director de uma grande empresa – a Hooli) ou construir uma empresa sua, com a ajuda económica do rival de Gavin, Peter Gregory.  Richard e a sua equipa deparam-se a cada episódio com uma nova dificuldade no seu novo projecto de vida, porém nem sempre conseguem as vitórias que querem.

A segunda temporada procura dar continuidade à linha de acção da primeira e na minha opinião, está melhor conseguida no que respeita ao desenvolvimento das personagens. Esta, tem dez episódios, mais dois que a primeira.

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A série procura ter um carácter cómico e satírico acerca da vida em Silicon Valley, tendo sido construída com base na experiência de Mike Judge, quando aí trabalhou na década de oitenta.  

Se procuram uma boa série de comédia esta é uma excelente aposta e já se encontra renovada para uma terceira temporada.

 

Classificação: 8/10 

 

Já viram? O que acharam?

Chérie, hoje apetecia-me ver... The Big Lebowski

Recentemente decidi-me a ver este The Big Lebowski, ou em português O Grande Lebowski, um filme de 1998 realizado e escrito pelos irmãos Joel e Ethan Coen. Estava um pouco apreensiva, porque nenhum dos três filmes que vi destes realizadores me apelou particularmente, e também não sabia praticamente nada sobre este filme. Geralmente conheço os resumos da histórias, vi os trailers e li comentários/opiniões sobre os filmes que vejo, mas neste caso estava em branco. Desta forma, não tinha criado expectativas, o que me permitiu encarar este filme de uma forma aberta e sem nenhum ideia pré-concebida na minha cabeça.

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Ao contrário do que costumo fazer nas outras críticas que tenho escrito, não vos vou contar do que trata este filme, nem vou escrever um resumo dos acontecimentos que levam a que esta história se desencadeie. E porquê? Porque a minha experiência de ver este filme "às cegas" foi extremamente positiva, não só pela qualidade do filme, mas porque tudo era novo para mim, as cenas, as personagens, os diálogos, etc., o que me permitiu apreciar o filme de uma maneira diferente. Ou melhor, tudo tudo, não. O único facto que eu sabia era que o personagem principal deste filme era o Dude, interpretado por Jeff Bridges, mas num filme de quase 2h este elemento é insignificante. 

Desde o primeiro momento que este filme nos causa uma sensação de estranheza. Entramos de rompante na vida deste Dude sem saber nada sobre ele, e pouco tempo depois vemo-nos envolvidos numa valente embrulhada que tenderá a complicar-se ao longo da acção, qual bola de neve. Cada cena consegue ser mais estranha do que a anterior, tanto que passei boa parte do filme, já envolvida no seu espírito, a murmurar "Dude, seriously wtf, man?". Mas é precisamente essa estranheza, associada a um sentido de humor negro, que fazem deste filme uma excelente comédia, muitíssimo original. 

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Apesar de ter adorado a história, que cena após cena se tornava cada vez mais interessante e mirabolante, com diálogos divertidíssimos e que só apetece repetir vez após vez, para mim o ponto mais forte deste filme foi o espantoso elenco reunido. Jeff Bridges é o carismático e boa onda Dude, e não consigo imaginar mais ninguém a fazer tão bem este papel. A ele juntam-se John Goodman, Steve Buscemi, Julianne Moore e Philip Seymour Hoffman nos principais papéis, com personagens excêntricas e cheias de peculiaridades que fazem delas verdadeiros achados. De referir também David Huddleston, Sam Elliott, Peter Stormare, John Turturro e David Thewlis. 

A nível de prémios, este filme passou incólume nas principais cerimónias, sem receber nomeações, mas ao longo dos anos tem adquirido um estatuto de filme de culto pelos seus fãs, com direito a um festival nos EUA, e outro no Reino Unido e, espantem-se!, até foi fundada uma religião tendo por base a filosofia do Dude, chamado Dudeísmo!

Sinceramente, não esperava gostar tanto deste filme, e fui surpreendida pelo quanto me consegui rir com ele, e relacionar-me com os personagens. Não deixem de ver!

 

Classificação: 8/10

Neste dia...18 de Maio

Hoje damos os parabéns à Miss Liz Lemon! O quê? Não sabem de quem estou a falar? 

Falo, portanto ,da comediante, actriz e argumentista americana Tina Fey. 

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Nascida em Upper Darby, em 1970, com o nome de Elizabeth Stamatina Fey. Mundialmente conhecida pelo seu trabalho no programa televisivo de humor Saturday Night Live, na série 30Rock (onde dá vida a Liz Lemon) ou em filmes como Baby Mama (2008). 

A sua carreira começou no grupo de comédia The Second City. Rapidamente se fez notar e entretanto juntou-se ao Saturday Night Live como argumentista. Em 2006 abandonou esse projecto e dedicou-se à sua própria série de televisão: 30 Rock, onde interpreta a guionista principal de uma série fictícia de comédia. 

Muitos foram os filmes que se seguiram, sempre, claro, no género de comédia. Hoje, Tina tem um espólio enorme de prémios: 7 Emmys, 3 Globos de Ouro, 4 SAGs, e muitos, muitos outros. 

Quanto à sua vida pessoal, é casada desde 2001 com o compositor Jeff Richmond, com quem tem duas filhas. 

 

Séries da minha vida #16 - The Big Bang Theory

Desta vez foi The Big Bang Theory que chegou ao final da oitava temporada, já com 169 episódios exibidos. Para aqueles que não conhecem, esta série, criada por Chuck Lorre e Bill Prady, estreou em 2007, no canal CBS.big-bang-theory-vector-logo.jpgPassa-se em Pasadena, Califórnia, e gira em torno de dois físicos da Caltech – Leonard Hofstadter e Sheldon Cooper – personagens extremamente divertidas e carismáticas. Não existe uma história propriamente dita, pois a narrativa acompanha as peripécias do dia-a-dia dos dois amigos, que se juntam a Rajesh Koothrappali e Howard Wolowitz.

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Bernardete, Howard, Amy, Sheldon, Leonard, Penny e Raj

 

Ao longo das temporadas assistimos ao desenrolar da relação de Leonard com Penny, a empregada de balcão que vive na porta em frente. Também com o decurso das temporadas foram surgindo personagens novas como Bernardete, namorada, noiva e esposa de Howard; Stuart, o dono da loja de banda desenhada; Amy, a namorada de Sheldon, entre muitas outras. Muitas foram as participações especiais, que conferiram um carácter extraordinário a esta série, permitindo desenvolver a personagem de Sheldon, tornando-o o preferido da audiência, quer pela personalidade em si, quer pelas expressões que utiliza (Bazinga!!). 

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A série já ganhou vários prémios e de momento encontra-se assegurada até à décima temporada, em 2016/2017.

 

 

Classificação: 9/10

Séries da minha vida #15 New Girl

O mês de Maio é rico em séries a terminar, e desta feita venho falar-vos de uma série de comédia da Fox estreada em 2011, e cuja quarta temporada terminou na semana passada, encontrando-se já renovada para uma quinta temporada. Falo-vos, portanto, da série de comédia New Girl, que em terras lusas recebeu o nome de Jess e os Rapazes, e que é uma série que ambas acompanhamos, contando actualmente com 94 episódios.

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A série centra-se numa jovem professora Jessica "Jess" Day, que por razões pessoais se vê obrigada a mudar de casa. Acaba então por se mudar para um apartamento onde vivem Nick Miller, Schmidt e Winston Bishop. Cada uma destas quatro pessoas não pode ser mais diferente entre si: Jess (Zooey Deschanel) é uma rapariga sonhadora e sempre bem disposta, simply adorkable; Nick (Jake Johnson) é um pessimista nato que desistiu do curso de Direito e que trabalha como barman; Schmidt (Max Greenfield) é o douchebag cheio de confiança e que faz sucesso no mundo das mulheres e na carreia profissional; e Winston (Lamorne Morris) é um antigo jogador de basquetebol  que procura uma nova direcção para a sua vida. Apesar das suas diferenças, Jess consegue estabelecer rapidamente uma forte amizade com estes estranhos personagens, que aceitam também as suas particularidades. Ao longo das temporadas, outras duas personagens também se tornam regulares nas histórias desta série, a saber, a melhor amiga de Jess, Cece (Hannah Simone), uma modelo confiante e esperta, e Coach (Damon Wayans Jr.), um antigo atleta que tem de voltar a viver no apartamento.

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 Winston, Nick, Jess, Schmidt, Coach e Cece

 

Com todas as suas particularidades e excêntricas personagens, New Girl tem sido uma série que tem conseguido triunfar num mercado já saturado de tantas comédias semelhantes, principalmente por apostar em mostrar personagens mirabolantes com histórias ainda mais estapafúrdias que elas, mas que ao mesmo tempo consegue aliar o crescimento/amadurecimento dos seus personagens, e desenvolver o seu lado mais sentimental. Já foi nomeada a 5 Globos de Ouro, como Melhor Série de Comédia e pelas interpretações de Zooey Deschanel e Max Greenfield, e foi também nomeada a 5 Emmys e 9 Critics Choice Awards.

Sendo uma série que acompanho desde o ano de estreia, tornou-se desde o primeiro episódio uma das minhas favoritas, tanto é que ainda me lembro de cenas desse episódio. Foi impossível resistir ao charme da Jess e ao humor de Schmidt, sendo que estes dois foram desde essa altura os meus dois favoritos. Actualmente ambos têm perdido algum do meu favoritismo em favor do Winston, que sempre que aparece rouba as cenas.

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Em termos da qualidade das temporadas, considero que tanto a primeira como a segunda foram bastante boas, mas a terceira revelou-se bastante mais fraca. Felizmente, nesta última temporada a qualidade voltou a subir, embora não esteja ao nível dos primeiros tempos. De qualquer forma, acredito que a série terá uma quinta temporada ainda melhor, especialmente tendo em conta como as vidas destes 6 foram deixadas no último episódio.

Ao longo destes quatro anos, foram imensas as gargalhadas que esta série me proporcionou, com vários momentos icónicos e frases características dos vários personagens. Uma série brilhante, leve e divertida que recomendo vivamente!