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La Vie en Chérie

Para os apaixonados por moda, cinema, livros e por uma vida doce e divertida

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Chérie, hoje apetecia-me ver... Mad Max: Fury Road

Estreado em Maio do ano transacto quer nos EUA, quer em Portugal, Mad Max: Fury Road ou Mad Max: Estrada da Fúria é um filme do realizador George Miller. Sinceramente, é um filme que não despertou a minha atenção aquando da sua estreia, e que acabei por ver for one reason, and one reason only: está nomeado aos Óscares em categorias tão importantes como Melhor Filme e Melhor Realizador, totalizando 10 nomeações. Este filme faz parte de um franchise homónimo, sendo o quarto da saga. Os anteriores estrearam em meados dos anos 80, e foram protagonizados por Mel Gibson, sendo que agora é Tom Hardy quem interpreta Max Rockatansky.

 

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A acção decorre num futuro pós-apocalíptico, em que o mundo se transformou num deserto, e em que a água é o principal recurso pelo qual as pessoas lutam. É neste mundo que encontramos Max, um homem atormentado que é capturado pelos War Boys, o exército de Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne), uma espécie de ditador soberano que governa uma região que ainda tem água, a Citadela. A história propriamente dita inicia-se quando a Imperator Furiosa (Charlize Theron), uma tenente a serviço de Immortan Joesai com uma equipa para ir buscar suprimentos, mas decide mudar a sua rota, dando início a uma perseguição cheia de adrenalina ao longo da Wasteland em que a Terra se tornou.

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Visualmente, Mad Max é um filme espectacular, com cenas de perseguição incríveis, e muitíssimo bem coreografadas e realizadas. George Miller fez aqui um excelente trabalho. Existem várias cenas de luta, como seria de esperar num filme do género, também elas muito bem feitas. Desde o primeiro minuto, quase até ao último, Mad Max é um filme que respira acção e adrenalina por todos os poros. São aproximadamente 2 horas de perseguição em carros todo o terreno, quase tão excêntricos como aqueles que os conduzem e ocupam.

A nova "civilização" é, de facto, muito excêntrica e estranha. E, tal como a maioria das civilizações neste género de filmes, está à beira da ruptura, porque assenta na escravatura, desumanização e abuso aos seres humanos que não fazem parte da "elite". E a elite acaba por ser constituída apenas por Immortan Joe, sendo que todos os que o rodeiam são de alguma forma subjugados por este. Será a Imperator Furiosa (como eu adoro este nome!) a desencadear uma possível renovação, em busca de um mundo em que haja redenção e esperança num futuro melhor.

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Na minha opinião, a verdadeira protagonista do filme é mesmo Furiosa, sendo que está quase equiparada por Max. Charlize Theron faz um óptimo trabalho, e podia facilmente ser alvo de mais reconhecimento nos prémios da 7ªarte. A par com esta, gostei imenso do trabalho de Nicholas Hoult, que interpreta Nux, um dos War Boys, e que me proporcionou várias gargalhadas, especialmente na primeira parte do filme. 

Contudo, para mim este filme falhou num ponto fulcral: a história. Apesar de poderem ser feitas várias analogias com o mundo actual e com o futuro que nos espera, Mad Max não apresenta uma história muito convincente ou forte. Não existe grande desenvolvimento dos personagens, e pouco sabemos do seu passado, mas isso nem me importou, porque até consegui simpatizar com eles. Para mim, o pior foi mesmo que depois de duas horas de loucura, explosões e muita "porrada", não havia grande história. E a que havia não era muito original. 

Em conclusão, como as minhas expectativas não eram elevadas, e ia mentalizada para ver um filme de entretenimento não fiquei muito desiludida. Apesar disso, esperava um pouquinho mais considerando tantas nomeações e histerismo à volta deste filme. Concordo que é inovador e até excelente do ponto de vista visual e técnico, muito cool,  mas perde noutros factores importantes.

 

Classificação: 6/10

Chérie, hoje apetecia-me ver... 45 Years

Estreado em Portugal no último dia de 2015, este filme britânico tem recebido aclamação nos festivais de cinema europeus, mas tem passado relativamente despercebido nos grandes prémios americanos. Apesar disso, ainda há quem tenha esperança (eu incluída) de que consiga arrecadar uma nomeação ao Óscar de Melhor Actriz para Charlotte Rampling.

45 Years ou 45 Anos foi realizado e escrito por Andrew Haigh, e conta a história de um casal que se encontra a poucos dias de comemorar 45 anos de casados. Kate (Charlotte Rampling) e Geoff Mercer (Tom Courtenay) dão vida a este casal, cuja rotina estável de cumplicidade e harmonia se encontra prestes a ruir, quando Geoff recebe uma carta provinda da Suíça. A notícia que lhe é dada corrói pouco a pouco a confiança que Kate depositava no marido, e ameaça abalar os alicerces de uma relação tão longa.

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Apesar de o filme ser sobre o casal, a verdadeira protagonista é Kate, a primeira e última personagem a surgir no ecrã. Uma mulher de bem com a vida e com as opções que tomou, e que tem em Geoff um parceiro, um amigo e a sua cara-metade. A notícia que lhe é dada parecia, a princípio, ser de pouca importância, mas desde esse primeiro instante, que Kate fica sobressaltada e começa a "jogar à defesa", procurando observar as atitudes do marido. Infelizmente, as suas suspeitas tornam-se reais, e Kate vê-se obrigada a questionar toda a sua vida conjugal até àquele momento, apercebendo-se que, mesmo depois de 45 anos, não sabe nada sobre o seu marido.  Isto porque essa notícia vem acordar uma parte de Geoff que estava adormecida, e que Kate desconhecia por completo. 

Por sua vez, esta notícia vem dar a Geoff um novo entusiasmo, levando-o a recordar o seu passado, e tudo o que este envolvia. Não sendo tão complexo como Kate, nem sendo a sua história tão desenvolvida, é possível perceber que Geoff viveu 45 anos sem ser completamente ele próprio, nunca estando a 100% na relação que construía com Kate, mas fazendo-a pensar que assim. Apesar de o seu comportamento poder ser visto como egoísta ou manipulador, existem diversos factores atenuantes que nos levam a questionar se não teríamos feito o mesmo que ele.

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Este é um dos factores que mais me cativaram neste filme, o facto de serem pessoas reais com as quais é fácil identificarmo-nos, com muitas áreas cinzentas, e diferentes interpretações das suas acções, conforme o estado de espírito e o histórico do espectador. Claro está que, no final, cada um terá tomado partido ou de Kate ou de Geoff, facto de que me apercebi apenas quando li comentários ao filme com outras perspectivas que não a minha, e que me levaram a avaliar uma vez mais o filme. Este é de facto um daqueles filmes que dá que pensar.

Charlotte Rampling é magistral na sua interpretação. Com uma enorme subtilidade tem uma actuação poderosíssima e em muitos momentos dilacerante. Aliás, subtilidade é a palavra-chave de todo o filme. Voltando a Rampling, a sua representação é sempre comedida, o que faz de Kate uma mulher muito mais interessante, mas a sua discrição não nos impede de perceber o que está a sentir. E é isto que torna a interpretação de Charlotte Rampling perfeita: esta capacidade de representar só com o olhar, de dizer tudo, sem fazer nada.

Como já devem ter percebido, gostei imenso deste filme. A sua história não será a mais original, mas é muito bem contada. Ao contrário do que possam pensar, a notícia que rapidamente se torna no foco do filme não é de todo um cliché, nem a forma como os personagens reagem a ela. E tem um fim de cortar o coração.

 

Classificação: 8/10 

Chérie, hoje apetecia-me ver... Inside Out

Há quase um ano iniciámos aqui no blog a rubrica "Quero Tanto Ver", precisamente com o filme Inside Out. Volvido todo este tempo, venho finalmente partilhar convosco a minha opinião acerca daquele que foi um dos filmes que me deixou com mais expectativas, assim que soube da sua existência.

Estreado este ano no mês de Junho, este é o 15º filme da Pixar, sendo ainda produzido pela Disney, e é já considerado o principal favorito na categoria dos Óscares de Melhor Filme de Animação do próximo ano. Em Portugal, o seu título foi traduzido para "Divertida-Mente", e embora este não tenha nada a ver com o original, constitui uma boa versão do mesmo.

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Este é provavelmente um dos filmes de animação mais originais que já tive oportunidade de ver. A acção decorre maioritariamente dentro da mente de uma menina, Riley, o que só por si já mostra a criatividade deste filme. Na zona sede da mesma vivem cinco emoções: a Alegria (Amy Poehler), a Tristeza (Phyllis Smith), a Repulsa (Mindy Kaling), o Medo (Bill Hader) e Raiva (Lewis Black). Cada uma destas emoções tem vida própria, e é responsável por diferentes aspectos e memórias de Riley. Apesar de terem personalidades muito diferentes, os cinco vivem em harmonia, trabalhando acima de tudo para o bem-estar de Riley.

Mas um acontecimento vem mudar todo ambiente: a família muda de cidade. Esta modificação vai desencadear problemas na adaptação das emoções a esta nova situação, o que por sua vez vai ter impactos na vida de Riley. E como se tudo isto não bastasse, a Tristeza, aquela emoção que nenhuma das outras quatro entende, desencadeia uma série de acontecimentos que põem em causa a personalidade da jovem. A Alegria, que é a emoção dominante de Riley, vê-se envolvida nesta situação, e juntas, apesar de antónimas, terão de aprender a trabalhar juntas pelo bem de Riley.

 

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Quando descobri este filme ele captou imediatamente a minha atenção. É um filme da Pixar, o que só por si já diz muito, tem vários actores de quem gosto, e tem um tema interessantíssimo que nunca vi abordado num filme "para crianças". Mas apesar disto fiquei com algumas reservas, pois tinha receio de que a abordagem a este assunto pudesse não correr muito bem. Quando começaram a emergir as primeiras críticas pude, finalmente, deixar crescer as minhas expectativas, uma vez que todos concordavam quanto à grande qualidade do filme.

O filme tem um assunto mais sério do que habitual neste género, mas assim que começamos a ver o filme, percebemos logo que dificilmente nos vamos desiludir. No primeiro terço decorre a explicação do funcionamento da mente de Riley e das suas emoções. A explicação é simples e imaginativa, tendo obviamente uma base realista, uma vez que o filme contou com a participação de vários psicólogos para que a história fosse credível e fidedigna.

Sendo a Alegria a principal emoção, a verdade é que a Tristeza que vai imperando aos poucos na acção, assumindo um papel principal, que nos faz rever a importância desta emoção nas nossas vidas. A meu ver, isto será particularmente importante para as crianças, uma vez que lhes é quase "exigido" que estejam permanentemente felizes, quando o que sentem nem sempre corresponde a essa alegria. As outras emoções, apesar de mais secundárias, são também bastante bem trabalhadas, fornecendo principalmente momentos cómicos, mas complementando a dualidade Alegria/Tristeza. Ao contrário da maioria dos filmes de animação (não creio que isto seja um spoiler, mas se quiserem saltem para o parágrafo seguinte), neste não existe um vilão, o que é também bastante original.

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O tom do filme é leve e bem humorado, com vários momentos divertidos, sendo que existe um que é particularmente bom, sendo que levou a rir, literalmente, às lágrimas. Existem também vários momentos tristes, sendo que um deles conseguiu partir-me um pouquinho o coração. Realço ainda os momentos enternecedores, aqueles que nos aquecem a alma, conseguidos principalmente através da relação de Riley com os pais.

Um óptimo filme para miúdos e graúdos, com o selo de qualidade da Disney e da Pixar, e que marca mais uma vez o género dos filmes de animação pela sua enorme criatividade. Penso que é o que se pode chamar um filme inteligente, e muito bem conseguido. Reúnam a família e/ou os amigos e embarquem nesta aventura de 1h30m pelos meandros do mundo desconhecido da mente humana!

 

Classificação: 8/10

Óscares | O "vamos achincalhar as mal vestidas" da Red Carpet

Agora vocês podem dizer que estamos a criticar e nem sequer somos personalidades famosas. Ok, nesse ponto têm razão, mas o que vos apresentamos de seguida é fruto de gente com muito dinheiro e ainda assim faz péssimas escolhas.

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 Scarlett Johansson | Nem sei o que é pior, se a coleira, se o vestido "cor de regurgitação" 

 

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 Nicole Kidman | Parece-me que esfregou o vestido com espuma de lavar a loiça. Jesus! 

 

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Marion Cotillard | Em modo queijo suíço só que branco. 

 

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Lady Gaga | Em "Vamos tirar os bolos do forno" 

 

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Keira Knightley | Keira, o que é que já falámos? A gravidez não desculpa o mau gosto...

Óscares | O "não me aquece nem me arrefece" da Red Carpet

São a escolha segura, é verdade, mas naquelas que detêm expectativas elevadas, causam algo semelhante a um bocejo, ora vejam, os "assim-assim" da noite: 

 

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Anna Kendrick | Eeeehh, está bonitinha, mas numa noite destas quer-se algo tchanan

 

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Dakota Johnson | Depois de a termos visto naquele papel tão sonsinho, realmente um vestido mais assanhado fazia falta. Valeu a tentativa! 

 

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 Jennifer Hudson | Escolha segura e a cor fica-lhe muito bem. Mas sei lá, ou é da minha vista ou está um pouco enfadonho... 

 

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Sienna Miller | É giro? Sim. Fica lhe bem? Sim. E aqueles laços? Epa, não! 

 

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 René Russo | Tirando o facto de o evento ser os Óscares e não o seu casamento, até estava bem.

Outra cor René, outra cor...

 

Óscares | O Melhor da Red Carpet

A passadeira vermelha dos Óscares deste ano foi repleta de vestidos elegantes, que na sua maioria tinham designs simples e eram em tons claros. Não houve muitas opções arriscadas, nem grande exuberância, mas isso foi compensado com a escolha de vestidos que favoreciam a maioria e que lhes davam um ar refinado.

Com muito por onde escolher, aqui fica o nosso Top 5 dos Melhores Vestidos da Noite

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Óscares | Os Momentos da Noite

Desde há alguns anos que acompanho em directo a cerimónia dos Óscares, e este ano não foi excepção. É um dos meus vícios e não tenciono libertar-me dele. Mas adiante. Aqui fica a minha apreciação da noite dourada.

 

O Apresentador

Depois de no ano passado termos a carismática Ellen DeGeneres a apresentar, que fez um óptimo trabalho, este ano foi a vez de outro comediante, o actor galardoado Neil Patrick Harris. E a cerimónia começou muitíssimo bem com um momento musical interpretado pelo seu apresentador que prestou uma bonita (e divertida) homenagem a clássicos do cinema como Star Wars, Basic Instinct ou Singin' in the Rain, e que contou ainda com as participações de Anna Kendrick e Jack Black.

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Durante o resto da noite, o apresentador fez algumas piadas, e teve inclusive um excelente momento quando fez esta homenagem a Birdman e Whiplash. O seu melhor momento, sem dúvida.

 

 

Óscares | Os Vencedores

Terminou há pouco a cerimónia a 87ª cerimónia dos Óscares, e com ela mais uma temporada de prémios que foi renhida até ao fim na principal categoria.

O grande vencedor da noite foi o filme Birdman or (The Unexpected Virtue of Ignorance) que se sagrou vencedor em 4 das 9 categorias a que estava nomeado, sendo todas das mais importantes, a saber Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Argumento Original e Melhor Fotografia.

Também com 4 Óscares ficou The Grand Budapest Hotel, embora em categorias mais técnicas, mas tendo em conta o seu estilo alternativo e o facto de ser uma comédia, penso que já foi uma grande vitória. O terceiro vencedor da noite foi Whiplash que venceu em 3 das 5 categorias em que estava nomeado.

Sem sombra de dúvida o grande derrotado da noite foi Boyhood, com apenas um Óscar, quando no início da temporada se afigurava como o principal vencedor desta noite. 

Mais logo faremos uma análise à grande noite dos Óscares e aos seus principais momentos, e como não pode deixar de ser, aos vestidos da passadeira vermelha. Mas por agora fiquem com os 24 vencedores das 24 categorias dos Óscares:

 

Melhor Filme

American Sniper
 Birdman 
Boyhood
The Grand Budapest Hotel
The Imitation Game
Selma
The Theory of Everything
Whiplash

 

Melhor Realizador

Wes Anderson, The Grand Budapest Hotel
 Alejandro Gonzalez Inarritu, Birdman 

Richard Linklater, Boyhood

Morten Tyldum, The Imitation Game
Bennett Miller, Foxcatcher

 

Melhor Actor Principal

Steve Carell, Foxcatcher
Bradley Cooper, American Sniper
Benedict Cumberbatch, The Imitation Game
Micheal Keaton, Birdman
 Eddie Redmayne, The Theory of Everything 

 

Melhor Actriz Principal

Marion Cotillard, Two Days, One Night
Felicity Jones, The Theory of Everything
 Julianne Moore, Still Alice 
Rosamund Pike, Gone Girl
Reese Witherspoon, Wild 

 

Melhor Actor Secundário

Robert Duvall, The Judge
Ethan Hawke, Boyhood
Edward Norton, Birdman
Mark Ruffalo, Foxcatcher
 J.K. Simmons, Whiplash 

 

Melhor Actriz Secundária

 Patricia Arquette, Boyhood 
Laura Dern, Wild
Keira Knightley, The Imitation Game
Meryl Streep, Into the Woods
Emma Stone, Birdman

 

Melhor Argumento Original

 Birdman 
Boyhood
Foxcatcher
The Grand Budapest Hotel
Nightcrawler

 

Melhor Argumento Adaptado

American Sniper
 The Imitation Game 
Inherent Vice
The Theory of Everything
Whiplash

 

Melhor Filme de Animação

 Big Hero 6 
The Boxtrolls
How to Train Your Dragon 2
Song of the Sea
The Tale of Princess Kaguya

 

Melhor Filme Estrangeiro

 Ida (Polónia) 
Leviathan (Rússia)
Tangerines (Estónia)
Timbuktu (Mauritânia)
Wild Tales (Argentina)

 

Melhor Fotografia

 Birdman 
The Grand Budapest Hotel
Ida
Mr. Turner
Unbroken

 

Melhor Cenografia

 The Grand Budapest Hotel 

The Imitation Game

Interstellar

Into the Woods

Mr. Turner

 

Melhor Banda Sonora Original

 The Grand Budapest Hotel 
The Imitation Game
Interstellar
Mr. Turner
The Theory of Everything

 

Melhor Canção Original

Everything is Awesome, Lego Movie

 Glory, Selma 

Grateful, Behind the Lights

I’m Not Going to Miss you, Glen Campbell

Lost Stars, Begin Again

 

Melhor Guarda-Roupa

 The Grand Budapest Hotel 
Inherent Vice
Into the Woods
Maleficent
Mr. Turner

 

Melhor Caracterização

Foxcatcher
 The Grand Budapest Hotel 
Guardians of the Galaxy

 

Melhores Efeitos Visuais

Captain America: The Winter Soldier
Dawn of the Planet of the Apes
Guardians of the Galaxy
 Interstellar 
X:Men: Days of Future Past

 

Melhor Montagem

American Sniper
Boyhood 
The Grand Budapest Hotel
The Imitation Game
 Whiplash 

 

Melhor Edição de Som

 American Sniper 
Birdman
The Hobbit: THe Battle of the Five Armies
Interstellar
Unbroken

 

Melhor Mistura de Som

American Sniper
Birdman
Interstellar
Unbroken
 Whiplash 

  

Melhor Documentário

 Citizenfour 

Finding Vivian Maier

Last Days in Vietnam

The Salt of the Earth

Virunga

 

Melhor Curta-Metragem

Aya

Boogaloo and Graham

Butter Lamp (La Lampe au Beurre de Yak)

Parvaneh

 The Phone Call 

 

Melhor Curta-Metragem de Animação

The Bigger Picture
The Dam Keeper
 Feast 
Me and My Moulton
A Single Life

 

Melhor Curta-Metragem Documental

 Crisis Hotline: Veterans Press 1 

Joanna

Our Curse

The Reaper (La Parka)

White Earth

Chérie, hoje apetecia-me ver... Birdman or The Unexpected Virtue of Ignorance

Finalmente tive oportunidade de ver um dos filmes mais aclamados durante esta temporada de prémios do cinema, e que tem boas hipóteses de logo à noite ser o grande vencedor e levar para casa a estatueta de Melhor Filme.

Do realizador Alejandro González Iñarritu, o mesmo de filmes como Babel, 21 Gramas ou Amores Perros, Birdman ou a Inesperada Virtude da Ignorância é um dos mais nomeados desta cerimónia aos Óscares, com 9 nomeações, tendo já arrecadado uma multiplitude de prémios de várias outras cerimónias, associações e sindicatos.

Mas afinal, de que trata este fenómeno? Quem é este "Birdman" e mais intrigante ainda, o que é a "Inesperada Virtude da Ignorância"? 

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Michael Keaton dá vida a Riggan Thomson, um famoso actor de Hollywood em decadência que procura renascer qual fénix, através de uma peça de teatro na Broadway. Outrora, Riggan interpretou o personagem principal de uma saga de filmes de um super herói, Birdman, e ficou apenas lembrado por esse papel. Mas mais do que ter-lhe dado fama, Birdman faz parte de si, pois o actor vê e ouve a voz deste estranho personagem, que o atormenta com o medo de que a peça seja um enorme falhanço.

Este filme tem grandes particularidades que fazem de si um produto único. Em primeiro lugar, o facto de o personagem principal ter um percurso algo semelhante ao o próprio actor que o interpreta, uma vez o papel mais importante da carreira de Keaton foi previsamente um super herói, Batman, em dois filmes de Tim Burton, e muito provavelmente este filme é o seu próprio renascer, estando inclusive nomeado ao Óscar de Melhor Actor.

Em segundo lugar, a realização. E que realização! Neste filme a câmara não pára! Desde que o filme começa até ao fim, o filme aparenta ser ininterrupto, como se as quase 2h do filme tivessem sido filmadas de seguida, com os diversos actores e a entrar e a sair, tal como numa peça de teatro. Afinal, este filme passa-se de facto num teatro, quer no palco, quer nos bastidores e nos seus arredores, passando-se sempre no mesmo espaço físico, mas deambulando nos seus diversos recantos. 

E em terceiro lugar, a banda sonora. Se ouvida fora do filme, tal como eu tinha feito antes, parece desconexa, estranha, diferente de qualquer outra que já tenhamos ouvido noutro filme. Mas durante o filme ela abrilhanta, acrescenta e enriquece de uma forma incrível.

Birdman or the Unexpected Virtue of Ignorance - Ke

Em suma, Birdman é um filme muitíssimo interessante e até genial, especialmente no que concerne à realização. A história é semelhante a outras, mas contada de uma forma bastante original. E tem um elenco portentoso! Gostei particularmente do trabalho de Edward Norton que rouba cada cena em que entra, o que explica e muito bem a sua nomeação ao Óscar de Melhor Actor Secundário e que teria todo o mérito para vencer, não fosse este ser o ano de J.K.Simmons. Juntam-se-lhes no palco Naomi Watts, que a meu ver teria merecido mais a nomeação ao Óscar de Melhor Actriz Secundária do que Emma Stone, Zach Galfianakis e Andrea Riseborough.

Birdman encontra-se ainda nomeado nas categorias de Realização, Argumento Original, Fotografia, Mistura e Edição de Som. Relativamente ao mistério da "Inesperada Virtude da Ignorância" não vo-lo desvendamos. Vejam o filme e descubram!

 

Classificação: 8/10