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La Vie en Chérie

Para os apaixonados por moda, cinema, livros e por uma vida doce e divertida

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Livraria Chérie #14 - O Estilete Assassino

Ken Follett volta novamente a ser o protagonista desta rubrica, desta vez com O Estilete Assassino, no original The Eye of the Needle. 

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O livro procura contar três histórias que decorrem em paralelo, numa teia de acontecimentos que as fará cruzar. Tendo com pano de fundo a Segunda Guerra Mundial, encontramo-nos em 1944, a pouco tempo do Dia D – o desembarque na Normandia.

Ao longo dos capítulos iniciais conhecemos um agente secreto de Hitler, cujo nome de código, Agulha (The Needle, no original), é justificado graças à arma que usa nos seus assassinatos implacáveis. Este agente frio e calculista é encarregue de descobrir quais os recursos de que dispõem os Aliados. No entanto, desvenda que tudo não passa de uma manobra de diversão para enganar o inimigo. Rápido compreende que tem que avisar o seu país. Porém, nem tudo é assim tão linear e entretanto já se encontra montada uma verdadeira caça ao homem.

No encalço do espião encontram-se Percival Godliman e Frederick Bloggs, uma dupla promissora mas com uma missão de uma dificuldade exorbitante.

A par com estas duas histórias, cujo cruzamento parece desde logo óbvio, encontramos Lucy e David, um jovem casal cuja felicidade foi amaldiçoada desde o primeiro dia. No dia do seu casamento tiveram um grave acidente de carro e David ficou sem pernas, preso a uma cadeira de rodas. Em busca da felicidade que viviam enquanto namorados, mudam-se para uma ilha inóspita ao largo da costa Irlandesa.  

Será que o espião consegue fugir? Triunfará o amor de David e Lucy? Percy e Fred conseguirão concretizar a sua missão?

A escrita revela-se novamente excelente, a par com o enredo, que envolve o leitor e o torna num consumidor compulsivo deste thriller muito bem conseguido. Ao longo de cerca de 400 páginas, damos por nós a ler avidamente, em busca do próximo desenvolvimento, do próximo acontecimento ou do próximo pormenor. O desfecho não é previsível, bem ao estilo de Ken Follett, apesar de ter momentos que o leitor consegue claramente antecipar.

Sem descrições desnecessárias, com personagens complexas e um rigor histórico arrebatador, é um policial que sem dúvida vale a pena adicionar à biblioteca.

 

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