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La Vie en Chérie

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Livraria Chérie #3 - O Retrato de Dorian Gray

Há já algum tempo que ansiava por ler "O Retrato de Dorian Gray", do Oscar Wilde, no entanto a oportunidade nunca surgia. Foi então que, na feira do livro de Lisboa, no ano passado, o vi e pensei "Não, desta vez te mesmo que ser!". Comprei-o, mas como tinha outras leituras em atraso deixei-o um pouco de parte. Comecei a ler no final do verão, mas como o tempo livre não abunda apenas o terminei agora há dias. 

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Este foi inicialmente publicado na Lippincott's Monthly Magazine, uma revista britânica do século XIX. Posteriormente o autor, Oscar Wilde, reviu aquela que viria a ser a sua obra-prima, e publicou-a na edição que conhecemos actualmente. 

Por muitos classificado como um romance filosófico, "O Retrato de Dorian Gray" aborda o hedonismo, o narcisismo e o poder da influência dos outros em nós próprios, procurando sempre, e acima de tudo, criticar a decadente sociedade inglesa da época. 

O livro conta a história de um rapaz, Dorian Gray, de uma beleza extremamente rara e nunca antes vista, que acaba por se perder na sua própria beleza. Este torna-se modelo de um pintor conceituado - Basil Hallward, inspirando-o a pintar a sua obra prima - O Retrato de Dorian Gray. Por influência de Lorde Henry Wotton, seu amigo, Dorian fica obcecado com a sua beleza, lançando uma prece de que fosse o retrato a envelhecer e não ele. A dita prece é ouvida e com o passar dos anos, a idade faz-se notar no retrato, à medida que Dorian fica para sempre jovem. Porém, com o avançar das épocas, também a personalidade do protagonista é infuenciada, sofrendo mutações terríveis, com consequências ainda piores. 

Oscar Wilde, foi na sua época muito criticado, na medida em que muitos referem o livro como homoerótico e decadente, tendo mesmo sido obrigado a alterar certas partes. 

Pessoalmente já conhecia a história, no entanto surpreendeu-me pela positiva. Porém, quanto à escrita, por vezes torna-se complexa, exigindo uma atenção redobrada por parte do leitor. Por vezes, a descrição estética e cultural do panorama e contexto torna-se excessiva. No entanto, as personagens são ricas, permitindo ao leitor ler nas entrelinhas e compreender o que o autor realmente queria transmitir. 

 

Classificação: 7/10 

 

P.S - Existe também um filme - The Picture of Dorian Gray (2009), e a personagem é incluída na série Penny Dreadfull (2014)

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