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La Vie en Chérie

Para os apaixonados por moda, cinema, livros e por uma vida doce e divertida

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Livraria Chérie #4 A Casa Torta

Se já repararam na nossa Estante Chérie (em baixo, à direita) certamente verão que este livro não faz parte dos que nos tínhamos proposto a ler. Contudo, como há uns meses comprei, entre outros, dois livros da Agatha Christie e O Grande Gatsby não me andava a entusiasmar, comecei a ler este. Foi o meu oitavo livro desta escritora que tanto adoro, apelidada de A Rainha do Crime ou a Duquesa da Morte, como a própria preferia, e foi publicado pela primeira vez em 1949, sendo um dos favoritos da própria autora.

Devo dizer que, na produção de um autor, cinco livros são trabalho, e apenas um dá verdadeiro prazer.

A Casa Torta foi puro prazer.

A Casa Torta - Crooked House - Agatha Christie.jpg

Charles Hayward, recém regressado a Inglaterra, depara-se com uma notícia que lhe dá a conhecer que o avô da sua noiva Sophia Leonides morreu recentemente. Aristide Leonides era um emigrante grego que enriqueceu muito à custa de um grande faro para os negócios e que, apesar de ser já bastante avançado em idade, tinha uma saúde de ferro. Daí que a sua súbita morte levante suspeitas que levam à descoberta de que foi, de facto, assassinado. Sendo filho de um comissário da Scotland Yard, e a pedido da noiva, Charles conhece finalmente a família da noiva que vive junta sob o tecto da casinha torta construída pelo patriarca, com o objectivo de a investigar. Cada um deles apresenta uma personalidade deveras peculiar, e qualquer um deles teve a oportunidade de cometer o crime. Pouco a pouco, os supostos motivos de cada um começam a vir à tona, mas o assassino é, sem sombra de dúvida, quem menos se espera.

Este livro tem as particularidades de não ter nenhum dos famosos detectivos criados por Agatha Christe, Hercule Poirot ou Miss Marple, e também de nenhuma das personagens ter um álibi. Considero que as personagens não são tão cativantes como outras que a escritora já me deu a conhecer, mas apesar disso a forma como a analisa o perfil psicológico de cada um, dando inclusive uma caracterização de "Como é um assassino" extremamente interessante, e as pequenas suspeitas verdadeiramente misteriosas que vai deixando ao longo das páginas, criam uma atmosfera de suspense muitíssimo agradável para os fãs do género. A identidade do assassino é das mais chocantes que já li nos seus livros, das mais surpreendentes, cruéis e macabras (dois adjectivos que a autora muito refere no decurso do livro). É também das mais controversas, tanto que os seus editores tentaram bastante que Agatha Christe a alterasse. Felizmente, a escritora manteve-se fiel a si própria e aos seus instintos.

 

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