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La Vie en Chérie

Para os apaixonados por moda, cinema, livros e por uma vida doce e divertida

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Óscares | Os Momentos da Noite

Desde há alguns anos que acompanho em directo a cerimónia dos Óscares, e este ano não foi excepção. É um dos meus vícios e não tenciono libertar-me dele. Mas adiante. Aqui fica a minha apreciação da noite dourada.

 

O Apresentador

Depois de no ano passado termos a carismática Ellen DeGeneres a apresentar, que fez um óptimo trabalho, este ano foi a vez de outro comediante, o actor galardoado Neil Patrick Harris. E a cerimónia começou muitíssimo bem com um momento musical interpretado pelo seu apresentador que prestou uma bonita (e divertida) homenagem a clássicos do cinema como Star Wars, Basic Instinct ou Singin' in the Rain, e que contou ainda com as participações de Anna Kendrick e Jack Black.

Neil Patrick Harris Oscars 2015.jpg

Durante o resto da noite, o apresentador fez algumas piadas, e teve inclusive um excelente momento quando fez esta homenagem a Birdman e Whiplash. O seu melhor momento, sem dúvida.

 

Em geral, Ellen DeGeneres melhor no ano passado e Hugh Jackman em 2009 foi incomparável. Mas pronto, o Neil Patrick Harris estava nervoso, era a primeira vez, e é uma cerimónia de peso. E pelo menos foi bem melhor do que a Anne Hathaway e o James Franco.

 

Os Vencedores

Tirando poucas supresas, os vencedores foram bastante previsíveis. Das 24 categorias acertei em 16, portanto 75%, o que não é mau, considerando que foi a primeira vez em que fiz apostas em todas elas (podem consultar o meu boletim aqui para verem que não estou a inventar). Eis a minha análise:

  • Em geral a Academia optou por dar um Óscar a quase todos os principais nomeados, para que ninguém fosse para casa de mãos a abanar (tirando o Foxcatcher). Todos muito amigos!

Óscares 2015 Vencedores e Nomeados.jpg

  • Apesar de não ter visto o Boyhood, pensava que seria este a vencer as 2 categorias principais por ter um tom mais clássico e ir de encontro à Academia. Enganei-me e ainda bem, porque a realização do Iñárritu é genial.
  • As categorias dos actores foram as mais previsíveis, embora pudesse haver algumas dúvidas quanto à de Melhor Actor, mas acabou mesmo por ser Eddie Redmayne a levar o Óscar, e eu fiquei felicíssima.
  • Errei completamente as de Argumento e fiquei chateada com ambas. No adaptado quer o The Theory of Everything quer o Whiplash mereciam bem mais. No original, por muito original (perdoem a redundância) que o Birdman seja, o The Grand Budapest Hotel é muito mais e o Wes Anderson merecia a sua consagração.
  • Melhor Filme de Animação foi uma PIADA. Foi o momento que me fez saltar enfurecida do sofá. How to train your Dragon 2 DEVIA ter ganho! Big Hero 6 é giro, mas não há comparação!
  • De resto errei uma nas curtas que me é indiferente, e duas que foram para Whiplash e que portanto fiquei feliz na mesma.

 

 Os Discursos

  • O primeiro vencedor da noite, J.K.Simmons fez uma bela homenagem à mulher e aos filhos, mas acima de tudo aos pais e à importância destes na vida de cada um de nós. Foi um querido.

  • Patricia Arquette deu o primeiro discurso político da noite, de tom feminista, apelando à igualdade de direitos e ordenados entre homens e mulheres. Foi muito intenso.

  • O melhor discurso da noite foi o de Common e John Legend quando o filme Selma venceu o  seu único Óscar. Apelaram à igualdade e relembraram a mensagem do inspirador Martin Luther King. Foi poderoso.

  • Eddie Redmayne é anunciado como vencedor, dá um beijo apaixonado à mulher, emociona-se, atrapalha-se a falar, ri-se e faz rir, as lágrimas vêm-lhe aos olhos, homenageia Stephen Hawking e as pessoas que sofram da mesma doença. I'm in love with him!

 

Os Momentos Musicais

Houve muitos momentos musicais durante a cerimónia, com as interpretações dos artistas de cada uma das canções nomeadas ao Óscar de Melhor Canção sendo de destacar a incrível Everything is Awesome que trouxe cor, alegria, diversão e óscares em lego, a comovente I'm not going to miss you e Glory, a canção da noite, que recebeu uma ovação de pé e trouxe lágrima aos olhos de muitos espectadores. Jennifer Hudson interpretou maravilhosamente I can't let go e Lady Gaga homenageou Music of the Heart provando faria bem melhor em dedicar-se a um registo mais clássico. E eis que repentinamente surge em cena a inigualável Julie Andrews, num momento que me deixou enternecida, pois adoro a actriz.

 

 

 Os Momentos Mais Divertidos

Para o Ano há mais! 

Bons filmes!