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Séries da minha vida #36 Downton Abbey

No Natal passado foi emitido o último episódio de uma das séries mais aclamadas e marcantes dos últimos anos: Downton Abbey, a série britânica que conquistou espectadores de todo o mundo, e que se tornou num fenómeno da televisão inglesa, como há muito já não era visto.

Estreou em 2010, e desde então foram 6 as temporadas transmitidas, totalizando 52 episódios em que os espectadores puderam acompanhar as vivências da aristocrática família Crawley, bem como as dos seus fiéis empregados. Ao longo dos anos que a série abrange, iniciando-se em 1912, e terminando em 1925, podemos também acompanhar os grandes eventos da época e assistir às drásticas mudanças que se vivem, e que conduzirão a grandes alterações à medida que a série vai decorrendo.

  

Downton Abbey.png

 

A série assenta, de facto, na família Crawley, e é em torno dela que a trama evolui. Confesso que quando comecei a série, me senti algo perdida no meio de tantas pessoas, uma vez que Downton Abbey deve ser uma das séries da actualidade com mais personagens. Foram, literalmente, dezenas e dezenas de personagens dos mais diversos meios e origens que tive oportunidade de conhecer. Contudo, bem vistas as coisas, foram apenas 12 as personagens que apareceram em todos os episódios da série, o que facilita a compreensão e visionamento da história, porque ao fim de poucos episódios já estava familiarizada com o núcleo principal.

A família Crawley é encabeçada pelo conde de Grantham, Robert Crawley, casado com a condessa Cora Crawley, e filho da condessa viúva Violet Crawley. Robert e Cora são pais de três filhas: Mary, Edith e Sybil. Como na época apenas um herdeiro masculino podia receber o título e a propriedade, as três irmãs Crawley não constituem herdeiras, sendo um primo da família o sucessor de Robert, quando este morra. Mary encontra-se noiva do mesmo quando, no início da série, se dá um acontecimento trágico que vem mudar toda a realidade da família, e que desencadeia os eventos futuros da série.

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Downstairs, temos um mundo completamente diferente daquele em que a família se movimenta. Os empregados vivem numa realidade muito distinta, mas vivem para aquela família, fazendo, de certa forma, parte da mesma, participando nas suas angústias e alegrias, e partilhando os segredos de cada membro dos Crawley. Dentro dos próprios empregados existe também uma complexa hierarquia e diferentes tratamentos conforme se tratem dos responsáveis pelos trabalhos mais básicos, ou daqueles que têm acesso à casa e servem directamente os patrões. Charles Carson, mais conhecido por Mr. Carson, é o mordomo fiel e leal. Além dele temos Mrs. Hughes, a governanta; Bates e Barrow, os valetes; Anna e O'Brien, as criadas das senhoras; e ainda Mrs. Patmore e Daisy, a cozinheira e a sua ajudante, respectivamente. 

Claro está que ao longo das seis temporadas, foram muitas as caras novas que se juntaram tanto à família Crawley como ao staff. De facto, Downton Abbey é uma daqueles séries em que, à semelhança de outras que vemos, não há falta de mortes, algumas das quais bem dolorosas, mesmo anos depois.

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Relativamente à minha experiência pessoal com esta série, comecei a vê-la no ano de estreia, sendo que depois da 1ª temporada a deixei de lado por algum tempo. Regressei quando já tinha terminado a 3ª temporada (já com os spoilers todos sabidos, obviamente) e vi-a do início novamente. Desde a 4ª que a acompanho "em tempo real". A série conquistou-me desde o início, apesar de ter um lado muito lento e até um tanto ou quanto novelesco. Como já disse, as muitas personagens não facilitam, mas pouco a pouco percebe-se bem os meandros da aristocracia inglesa. São poucos episódios por temporada (7/9), mas a série consegue gerir bem esse tempo com os meses que cada temporada abrange, o que é de louvar. De facto, com uma outra equipa, esta boa gestão provavelmente não se verificaria, uma vez que são muitos acontecimentos, muitas personagens, muitas histórias, e têm de caber em poucas horas.

Como a televisão britânica já nos habituou, é uma série com elevados valores de produção, em que nenhum detalhe é deixado ao acaso (tirando o célebre caso da garrafa de água). Highclere Castle foi o espaço escolhido para dar vida a Downton Abbey, o qual funciona ele próprio como uma personagem da série, com a sua grandiosidade e beleza incomparáveis. O elenco da série é do mais alto nível, com várias caras conhecidas, sendo que a maravilhosa Maggie Smith salta imediatamente à vista. De facto, a dama Maggie Smith criou uma das personagens mais acarinhadas da série, a condessa viúva, e sem dúvida a minha favorita. Mas Downton Abbey é uma daquelas séries em que quase todos os personagens me são queridos, até os vilões, e a par com a condessa seriam muitos os meus preferidos que vos podia referir.

Penso que os criadores tomaram a decisão acertada ao terminar a série ao fim deste tempo. Downton Abbey já acusava, na minha opinião, algum cansaço desde a 4ª temporada, sendo que a 5ª foi mesmo a mais fraca (e ainda assim, bastante boa). Penso que esta última temporada podia ter sido mais bem planeada, sendo que nos últimos episódios os acontecimentos se precipitaram demasiado rapidamente. Mas teve um bom final, e o balanço é mais do que positivo. Vai deixar muitas saudades...

 

Estes opening credits são um clássico!

P.S. - Let's watch it again?

 

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